O presidente do partido Missão e fundador do MBL, Renan Santos, pré-candidato à Presidência da República, afirmou que sua estratégia eleitoral mira os eleitores do senador Flávio Bolsonaro (PL). Em evento em Belo Horizonte, ele criticou a candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, classificando-a como 'defensiva'. Santos também negou ser um outsider político e alfinetou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), chamando-o de 'influencer de política'.
Empate técnico com Caiado e Zema
Pesquisas internas do Missão mostram Renan Santos tecnicamente empatado com os pré-candidatos Ronaldo Caiado (União Brasil) e Romeu Zema (Novo). Santos comemorou o desempenho, mas destacou que ainda precisa crescer: 'Minha meta é chegar a 10% nas pesquisas nacionais. O eleitor cansado da polarização Lula-Bolsonaro é o meu alvo'. Ele afirmou que sua campanha é profissional e estruturada, diferente do que chama de 'aventuras eleitorais'.
Críticas a Nikolas e Zema
Renan Santos não poupou críticas a Nikolas Ferreira, deputado federal com forte atuação nas redes sociais. 'Nikolas é um influencer de política, não um estadista. Ele não tem proposta para o Brasil, só sabe lacrar na internet', disparou. Sobre Romeu Zema, que o chamou de 'metralhadora giratória' por suposta inexperiência na gestão pública, Santos rebateu: 'Zema não sabe nem qual é o partido dele. O povo de Minas Gerais merece um governador que tenha identidade partidária'.
Nega ser outsider
Apesar de ser conhecido como ativista e fundador do MBL, Renan Santos rejeita o rótulo de outsider. 'Não sou um aventureiro. Construí o MBL, liderei movimentos e agora presido um partido. Tenho experiência política real, não vindo de fora do sistema', argumentou. Ele afirmou que sua candidatura representa uma 'terceira via' viável, mas que não depende de apoio de grandes partidos.
Eleições 2026 e polarização
Santos acredita que o cenário eleitoral de 2026 será marcado pelo cansaço da polarização entre Lula e Bolsonaro. 'O brasileiro quer uma opção que não seja nem o PT nem o bolsonarismo radical. O Missão oferece esse caminho', declarou. Ele também criticou a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, afirmando que ela 'não apresenta propostas, apenas tenta surfar no sobrenome'.



