PGR solicita envio de casos remanescentes da Abin Paralela à primeira instância
A Procuradoria-Geral da República (PGR) formalizou um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que os fatos ainda pendentes da investigação sobre a chamada "Abin Paralela" sejam encaminhados à primeira instância da Justiça Federal.
A investigação, concluída pela Polícia Federal em 2025, apontou que integrantes do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro utilizaram ferramentas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para realizar monitoramento clandestino de autoridades públicas. Ao todo, 36 pessoas foram indiciadas no inquérito.
De acordo com a PGR, os casos que ainda não foram julgados envolvem crimes administrativos e não têm relação direta com as demais apurações que permanecem sob a competência do STF. Por esse motivo, a Procuradoria entende que não há justificativa para manter esses processos na Corte Superior, cabendo à primeira instância dar prosseguimento às ações.
Contexto da investigação
A "Abin Paralela" foi um esquema de monitoramento ilegal que utilizou sistemas da Abin sem autorização judicial. A PF descobriu que agentes públicos acessaram dados sigilosos de autoridades como ministros do STF, parlamentares e jornalistas, com o objetivo de obter informações privilegiadas para o governo da época.
O pedido da PGR agora aguarda decisão do ministro Alexandre de Moraes, que é o relator do caso no STF. Caso seja aceito, os processos serão remetidos à Justiça Federal do Distrito Federal ou de outros estados, dependendo do local dos supostos crimes.



