Lula propõe aumentar pena para feminicídio e incentiva educação feminina
Lula propõe aumentar pena para feminicídio e educação feminina

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira (2), o aumento das penas para homens que matam mulheres, durante discurso no Rio Grande do Norte. A declaração ocorre em meio ao desgaste do senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ) com o público feminino, após polêmicas envolvendo declarações misóginas.

Discurso no Rio Grande do Norte

Lula falou sobre a importância do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, programa do governo federal que visa articular políticas de prevenção e combate à violência de gênero. "Nós temos que aumentar a pena para quem mata mulher. Não é possível que um homem mate uma mulher e fique impune", afirmou o presidente.

Ele também incentivou as mulheres a buscarem educação como forma de conquistar independência e autonomia em relação aos homens. "A mulher precisa estudar para não depender de homem. Quando a mulher estuda, ela tem independência financeira e pode denunciar a violência", disse Lula.

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Contexto político

As declarações ocorrem em um momento de desgaste de Flavio Bolsonaro com o eleitorado feminino. O senador foi alvo de críticas após sugerir que mulheres deveriam ter "menos direitos" em relação a homens. A fala gerou reação negativa nas redes sociais e entre parlamentares.

Lula, por sua vez, busca reforçar seu compromisso com a pauta feminina. Dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos indicam que o Brasil registrou 1.463 feminicídios em 2025, uma média de quatro mortes por dia. O governo federal lançou o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio em março deste ano, com investimento de R$ 500 milhões em ações de prevenção e assistência às vítimas.

Repercussão

A proposta de aumento de pena foi elogiada por movimentos feministas, mas especialistas alertam que a punição mais severa não é suficiente para reduzir os casos. "É preciso investir em educação e políticas de prevenção, além de garantir o funcionamento das redes de acolhimento", afirmou a socióloga Marina Ganzarolli, do Instituto de Estudos de Gênero.

O presidente também ressaltou a importância de denúncias: "Ligue 180, denuncie. A violência contra a mulher é crime e precisa ser combatida por todos nós".

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