Flávio Bolsonaro nos EUA: defesa do Pix e crítica a tarifaço de 25%
Flávio Bolsonaro nos EUA: defesa do Pix e crítica a tarifaço

Em meio a desgastes na pré-campanha presidencial, Flávio Bolsonaro (PL) defendeu empresas brasileiras em audiência nos Estados Unidos, posicionando-se contra um eventual tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros. O presidenciável tentou se antecipar a mais um revés e abordou temas como o Pix, o momento político e a corrupção, buscando conter danos à sua campanha.

Defesa do Pix e críticas ao tarifaço

Durante a audiência com autoridades americanas, Flávio destacou a importância do sistema de pagamentos instantâneos Pix para a economia brasileira e argumentou que a imposição de tarifas de 25% sobre produtos do Brasil seria prejudicial para ambos os países. Segundo ele, a medida afetaria não apenas as exportações brasileiras, mas também os consumidores americanos.

“O Brasil é um parceiro comercial confiável e o tarifaço de 25% seria um golpe para as nossas relações. O Pix é um exemplo de inovação que beneficia milhões de brasileiros e não pode ser usado como moeda de troca em disputas políticas”, afirmou Flávio durante a reunião.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Reação do governo Lula

O governo Lula criticou duramente a postura de Flávio, classificando-a como eleitoreira e uma traição à pátria. Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que “a defesa dos interesses nacionais deve ser feita de forma coordenada e não por iniciativa individual com fins eleitorais”.

A crítica governamental foi reforçada por aliados do presidente, que apontaram a viagem de Flávio como uma tentativa de desviar a atenção de problemas internos de sua campanha. “Ele está mais preocupado em se promover do que em defender o Brasil de verdade”, disse um líder do PT.

Pesquisa Genial/Quaest: Lula lidera como defensor dos interesses nacionais

Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada recentemente apontou que 47% dos eleitores consideram Lula o melhor defensor dos interesses nacionais, contra 31% que preferem Flávio Bolsonaro. O levantamento ouviu 2.000 eleitores em todo o Brasil e tem margem de erro de 2 pontos percentuais.

Para o cientista político Carlos Melo, do Insper, os números mostram que a estratégia de Flávio de se apresentar como defensor do Brasil nos EUA pode não ter o efeito desejado. “A população ainda associa Lula a uma imagem de estadista, enquanto Flávio é visto como alguém que age por interesses pessoais”, analisa.

Contexto político e impacto na campanha

A viagem de Flávio ocorre em um momento de desgaste na pré-campanha, com denúncias de corrupção envolvendo aliados e queda nas intenções de voto. Ao abordar temas como o Pix e o tarifaço, o presidenciável tenta mudar o foco do debate e mostrar capacidade de diálogo internacional.

No entanto, especialistas avaliam que a iniciativa pode ser arriscada. “Flávio precisa tomar cuidado para não parecer que está fazendo o jogo dos EUA contra o Brasil. A defesa do Pix é importante, mas ele deve evitar que sua imagem fique associada a interesses estrangeiros”, alerta a analista política Marina Silva (sem relação com a ex-ministra).

Enquanto isso, a equipe de campanha de Flávio trabalha para minimizar os danos e reforçar a mensagem de que ele é o único candidato capaz de dialogar com potências mundiais. “Estamos mostrando que Flávio tem estatura para defender o Brasil em qualquer lugar do mundo”, disse um assessor próximo.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar