A eliminação precoce da Coreia do Sul na Copa do Mundo de 2026 se transformou em uma crise de Estado. O governo sul-coreano anunciou investigações sobre a Associação de Futebol da Coreia (KFA), enquanto torcedores protestam contra o ex-técnico Hong Myung-bo e a gestão da entidade. No aeroporto, um torcedor segurava um cartaz em coreano com a frase: 'Hong Myung-bo! Devolva o dinheiro e saia! Destrua a KFA'.
Críticas ao ex-técnico e à federação
As críticas a Hong Myung-bo são apenas a ponta do iceberg de um caos de governança na KFA. A eliminação na fase de grupos da Copa do Mundo — com derrotas para Uruguai e Gana, e um empate com Portugal — gerou indignação nacional. A imprensa local e as redes sociais têm sido palco de ataques ao treinador e aos dirigentes, questionando a competência e a transparência da federação.
Investigação do governo
O governo sul-coreano, por meio do Ministério da Cultura, Esportes e Turismo, anunciou que abrirá uma investigação sobre a KFA. O ministro Park Bo-kyun declarou: 'A situação atual exige uma análise profunda da governança e da gestão financeira da federação. Não podemos permitir que o futebol sul-coreano continue sendo prejudicado por má administração.' A investigação deve analisar contratos, uso de recursos públicos e processos de seleção de técnicos.
Protestos e cidadania ativa
Protestos em frente à sede da KFA e em estádios têm sido frequentes. Os torcedores, que veem no futebol uma expressão da identidade nacional, exigem reformas profundas. 'O futebol é mais que um esporte; é um reflexo do nosso orgulho como nação', afirmou um manifestante. Enquanto isso, o país observa o avanço esportivo do Japão, que chegou às quartas de final da Copa, aumentando a pressão por mudanças.
Impacto na governança do futebol
A crise expõe problemas estruturais na KFA, incluindo falta de transparência e supostos casos de corrupção. Especialistas apontam que a federação precisa de uma reforma administrativa urgente para recuperar a confiança pública. A investigação governamental pode resultar em mudanças no estatuto da entidade e até mesmo na intervenção temporária do Estado.



