Desinteresse político e privilégios marcam crise de representatividade no Brasil
Desinteresse político e privilégios marcam crise no Brasil

Uma pesquisa Datafolha revelou que 68% dos eleitores brasileiros não sabem citar o nome de um único deputado federal, e 75% não lembram de um senador. Quase 70% dos entrevistados também não se recordam em quem votaram para o Legislativo nas eleições de 2022. Os dados acendem um alerta sobre o distanciamento entre a população e o Parlamento.

Desinteresse e falta de memória política

O leitor Plinio Porciuncula, do Rio de Janeiro, relata que adotou o hábito de enviar e-mails aos candidatos em quem votou, cobrando posições em temas relevantes. Para ele, manifestações em massa de eleitores podem ter consequências. Já Adilson Roberto Gonçalves, de Campinas, atribui a desmemória ao desinteresse e à ilusão de viver apenas o presente. Ele sugere um experimento eleitoral: permitir que cada eleitor vote em até três nomes para as Câmaras, o que poderia aumentar a sensação de pertencimento.

Privilégios no Judiciário

Leitores criticam duramente o Supremo Tribunal Federal (STF). Honyldo Roberto Pereira Pinto, de Ribeirão Preto, afirma que a aprovação unânime de penduricalhos para ministros colide com o artigo 37, inciso XI, da Constituição. Ele classifica a decisão como um flagrante corporativismo. Attilio M. Alemi, de São Paulo, cita o caso da revisão da vida toda, em que o STF reverteu decisão anterior após pressão do INSS com projeções financeiras alarmistas. Para ele, milhares de aposentados tiveram direitos anulados.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Sordidez e corrupção

José Ricardo Bittencourt Noronha, de Santana de Parnaíba, reflete sobre as mensagens trocadas em um contrato de R$ 129 milhões envolvendo a esposa de um ministro do STF e um criminoso. Ele questiona: “onde e quando deixamos o Brasil chegar ao ponto a que chegou?” Para ele, a sordidez atravessa todos os poderes e leva muitos brasileiros a emigrar em busca de condições dignas.

Honestidade e reformas

Arcangelo Sforcin Filho, de São Paulo, afirma que o Congresso precisa apenas de honestidade para reconquistar a sociedade. Maurílio Polizello Junior, de Ribeirão Preto, critica a incapacidade de voto do brasileiro, que elege repetidamente políticos condenados. Luciana Lins, de Campinas, questiona a proposta de orçamento participativo para emendas parlamentares, alertando para o risco de marketing eleitoral disfarçado de democracia.

Inadimplência e privatizações

Vital Romaneli Penha, de Jacareí, ironiza a relação entre o programa Desenrola e o aumento da inadimplência. Airton Reis Júnior, de São Paulo, critica a desistência do governador Tarcísio de Freitas em privatizar linhas do metrô, apontando contradições entre discurso liberal e prática corporativista.

Bets e ludopatia

Willian Martins, de Guararema, defende que a regulamentação das bets é insuficiente sem discutir a ludopatia, doença reconhecida pela OMS. Ele compara a publicidade de apostas à do cigarro, que paga impostos mas tem propaganda restrita. “Precisamos falar desse mal que está destruindo famílias”, alerta.

4 de Julho e o futuro dos impérios

Sérgio Eckermann Passos, de Porto Feliz, celebra os 250 anos dos EUA, mas aponta declínio. Ele cita o avô: “se está ruim com os Estados Unidos, pode ficar muito pior sem eles”. Sobre a Copa do Mundo, Patricia Porto da Silva, do Rio de Janeiro, critica a mesquinhez do secretário de Segurança Interna dos EUA, Markwayne Mullin, ao comemorar a eliminação do Irã.

Seleção Brasileira e saudade dos craques

Izabel Avallone, de São Paulo, diz que a régua da seleção sempre esteve nas alturas, mas as lendas já não vestem a camisa. A esperança permanece, mas a referência é uma das maiores da história. J. S. Vogel Decol, de São Paulo, comenta as chuteiras cor-de-rosa na Copa, parafraseando Deng Xiaoping: “não importa a cor do gato, desde que ele cace o rato”.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar