Democracia americana em teste nos 250 anos, alerta Levitsky
Democracia em teste nos 250 anos dos EUA, diz Levitsky

No aniversário de 250 anos da independência dos Estados Unidos, o cientista político Steven Levitsky, coautor do livro 'Como as democracias morrem', alerta que a democracia americana enfrenta um teste decisivo nas eleições de novembro. Em entrevista exclusiva, Levitsky afirma que o país celebra uma data histórica enquanto lida com ameaças à integridade eleitoral e a rejeição recorde ao chamado 'Trump 2.0' detectada em pesquisas recentes.

Fragilidade da democracia americana

Levitsky destaca que, apesar de sua longevidade, a democracia dos EUA é frágil. 'Nos 250 anos da independência, celebramos a democracia que perdemos', afirma o autor. Ele aponta que as instituições democráticas estão sob pressão, com ataques à confiança no sistema eleitoral e polarização extrema. As eleições de novembro, segundo ele, serão um 'teste decisivo' para a saúde democrática do país.

Rechaço a Trump 2.0

Pesquisas recentes indicam um rechaço recorde à candidatura de Donald Trump, que busca um novo mandato. Levitsky vê nesse movimento um sinal de alerta, mas também de esperança. 'A rejeição nas pesquisas mostra que parte do eleitorado está atenta aos riscos', diz. No entanto, ele adverte que a personalização da celebração do bicentenário por Trump, que realizou um comício no National Mall, pode ter efeitos negativos.

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Ameaças à integridade eleitoral

O cientista político critica as tentativas de minar a confiança no processo eleitoral, como a disseminação de desinformação e as leis estaduais que restringem o voto. 'A integridade das urnas é fundamental para a democracia', ressalta. Levitsky minimiza, porém, a influência de Trump nas eleições latino-americanas, afirmando que os problemas democráticos na região têm raízes locais.

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