No programa “Estadão Analisa” desta segunda-feira, 22, o colunista Carlos Andreazza analisou o impacto do Caso Master na disputa eleitoral de 2026. O escândalo do Banco Master, que já se sabia ter potencial para se espalhar por todo o espectro político brasileiro, agora atinge o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado e político de confiança do presidente Lula. Antes, já haviam sido citados Ciro Nogueira (PP) e Flávio Bolsonaro (PL), entre outros.
Estratégia do banqueiro Daniel Vorcaro
A estratégia do banqueiro Daniel Vorcaro era cultivar um grande número de “amigos” influentes em Brasília, nos Três Poderes, com indiferença aos matizes ideológicos. As investigações agora alcançam Jaques Wagner, deixando a sensação, para os cidadãos que acompanham o noticiário político, de que estão todos no mesmo barco.
Convenções partidárias a um mês
A exatamente um mês da abertura do prazo das convenções partidárias, as pré-campanhas presidenciais entram em uma fase decisiva para resolver pendências antes da largada formal da eleição. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro terão de ajustar estratégias, acomodar aliados, organizar palanques e definir o tom com que pretendem chegar ao período em que as candidaturas, alianças e chapas passam a ser oficializadas pelos partidos.
Prioridades de Lula e Flávio
No PT, a prioridade passa por alinhar a comunicação digital, reforçar bandeiras e entregas do governo, aparar arestas jurídicas e destravar palanques estaduais ainda sensíveis, como São Paulo e Minas Gerais. Para Flávio Bolsonaro, o desafio é chegar às convenções menos associado ao desgaste do caso Master e mais vinculado a propostas próprias, especialmente nas áreas econômica e de segurança pública.
O programa “Estadão Analisa” com o colunista Carlos Andreazza vai ao ar de segunda a sexta-feira às 7h, com uma curadoria dos temas mais relevantes do noticiário.



