Uma sequência de operações policiais desde o ano passado passou a atingir integrantes do Legislativo fluminense por suspeitas de envolvimento com o crime organizado. Pelo menos quatro deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) são alvo de investigações que apontam ligações com facções como Comando Vermelho (CV), Terceiro Comando Puro (TCP), milícias e contraventores do jogo do bicho.
Rodrigo Bacellar e o vazamento de informações ao CV
O deputado Rodrigo Bacellar é acusado de vazar informações sigilosas para integrantes do Comando Vermelho. A suspeita surgiu no âmbito de uma operação que investiga a atuação da facção dentro do sistema prisional e a cooptação de agentes públicos. Segundo as autoridades, Bacellar teria repassado dados que poderiam prejudicar investigações em andamento contra o CV.
TH Joias preso por suposta atuação em prol do CV
O deputado TH Joias foi preso preventivamente sob a acusação de usar o mandato para beneficiar o Comando Vermelho. As investigações apontam que ele intermediaria contatos entre a facção e órgãos públicos, além de facilitar a entrada de itens proibidos em presídios. A defesa nega as acusações e alega perseguição política.
Val Ceasa investigado por ligação com o TCP
O deputado Val Ceasa é alvo de apuração que investiga sua suposta ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP). De acordo com a polícia, ele teria utilizado a estrutura do gabinete para favorecer membros da facção em contratos públicos e na obtenção de benefícios ilegais. O caso corre sob sigilo.
Lucinha e as acusações de envolvimento com milícias
A deputada Lucinha enfrenta acusações de envolvimento com milícias que atuam na zona oeste do Rio. As investigações indicam que ela teria recebido apoio logístico e financeiro de grupos paramilitares durante a campanha eleitoral, em troca de favorecimentos políticos. Ela nega qualquer vínculo ilícito.
Impacto político e reações
As operações geraram grande repercussão na Alerj, com pedidos de afastamento e abertura de comissões parlamentares de inquérito. Líderes partidários defendem a investigação rigorosa dos casos, enquanto os deputados investigados afirmam serem vítimas de perseguição. O Ministério Público do Rio acompanha os inquéritos e já ofereceu denúncias em alguns casos. A população fluminense acompanha com apreensão o avanço do crime organizado sobre o legislativo estadual.



