O Hamas anunciou a intenção de transferir a administração da Faixa de Gaza para uma gestão tecnocrática palestina, seguindo o plano de Donald Trump, mas descarta o desarmamento, um ponto crucial do acordo de cessar-fogo. A decisão visa aliviar o ônus administrativo e pressionar Trump a negociar concessões de Israel.
Motivações do Hamas
Segundo o colunista Guga Chacra, do Globo, o grupo palestino busca reduzir sua responsabilidade sobre a gestão do território, que enfrenta graves crises humanitárias e de infraestrutura. Ao abdicar do governo, o Hamas espera ganhar capital político e forçar os Estados Unidos a cobrarem de Israel medidas como a retirada das tropas e o fim do bloqueio.
Desarmamento fora de pauta
Apesar da disposição em abrir mão do controle administrativo, o Hamas deixa claro que não entregará suas armas. O desarmamento é uma exigência central de Israel e dos EUA para qualquer acordo de paz duradouro. A recusa do grupo mantém o impasse e dificulta a implementação do cessar-fogo.
Cenário atual em Gaza
Atualmente, Israel ocupa cerca de 60% do território da Faixa de Gaza, e a situação no curto prazo não deve mudar significativamente. A proposta do Hamas é vista como uma tentativa de ganhar tempo e reconfigurar as negociações, mas sem abrir mão de sua capacidade militar.



