O derretimento do permafrost no hemisfério Norte pode liberar enormes quantidades de carbono antes do esperado, transformando essas regiões de sumidouros em fontes de CO2. É o que aponta um estudo liderado pelo Laboratório de Ciências Ambientais e do Clima da Universidade de Paris, publicado na revista Science Advances.
Impacto nas emissões de carbono
A pesquisa projeta que, até o fim do século, a mudança climática pode fazer com que as terras do hemisfério Norte emitam mais carbono do que absorvem. O permafrost, solo que permanece congelado por pelo menos dois anos consecutivos, armazena grandes quantidades de matéria orgânica. Com o aquecimento global, esse solo descongela, permitindo que microrganismos decomponham a matéria orgânica e liberem gases de efeito estufa.
Metano: um agravante
Além do dióxido de carbono (CO2), o permafrost contém reservas de metano, um gás de efeito estufa ainda mais potente. O estudo alerta que as emissões combinadas podem superar a capacidade de captação de carbono pelas florestas boreais, acelerando o aquecimento global.
Urgência de ação climática
Os pesquisadores destacam a necessidade urgente de medidas para mitigar as mudanças climáticas. O derretimento do permafrost representa um ciclo de retroalimentação positiva: quanto mais aquece, mais carbono é liberado, intensificando o aquecimento. A pesquisa reforça a importância de reduzir as emissões de gases de efeito estufa para evitar que esse cenário se concretize antes do previsto.



