Os Estados Unidos decidiram não renovar automaticamente o USMCA (Acordo Estados Unidos-México-Canadá), que substituiu o Nafta, e agora exigirão que o pacto seja renegociado anualmente. A medida, anunciada nesta quarta-feira, aumenta a incerteza para empresas que produzem na América do Norte, uma vez que o acordo comercial passará por escrutínios periódicos.
Decisão de Trump e impacto no comércio regional
A decisão foi tomada pelo governo Trump, que manifestou insatisfação com o tratado mesmo após tê-lo apoiado inicialmente. O objetivo é repatriar empregos industriais para os EUA, mas a mudança gera instabilidade para cadeias produtivas integradas entre os três países. Segundo analistas, a revisão anual pode desestimular investimentos de longo prazo no setor manufatureiro.
O USMCA entrou em vigor em 2020, substituindo o Nafta, que vigorava desde 1994. O acordo foi elogiado por modernizar regras de comércio digital e propriedade intelectual, mas críticos apontam que as cláusulas de origem automotiva são complexas e custosas.
Reações do México e Canadá
O governo mexicano expressou preocupação com a decisão, afirmando que a revisão anual pode prejudicar a previsibilidade necessária para o comércio. O Canadá, por sua vez, disse que buscará manter o diálogo com Washington para garantir estabilidade. Especialistas alertam que a medida pode levar a um aumento de tarifas e barreiras não tarifárias, afetando setores como agricultura, automotivo e energia.
De acordo com dados do Escritório de Estatísticas de Comércio dos EUA, o comércio trilateral somou US$ 1,6 trilhão em 2025. A decisão de não renovar automaticamente o acordo representa uma mudança significativa na política comercial americana, que historicamente buscava acordos plurianuais.



