Nos Estados Unidos, a experiência de ir aos estádios da Copa do Mundo de 2026 não será simples para os torcedores. Após atravessar oceanos e continentes, a parte mais curta da viagem — o deslocamento até as arenas — pode se tornar a mais complicada. Isso reflete a cultura americana centrada no automóvel: quase todas as famílias possuem pelo menos um carro, e as 11 arenas que sediarão o Mundial foram originalmente projetadas para o futebol americano, localizadas em subúrbios e pensadas para quem chega de carro.
No entanto, durante a Copa, alguns estacionamentos ficarão fechados por questões de segurança, dificultando o acesso das torcidas. Um exemplo é a Arena Nova York/Nova Jersey, que receberá a estreia do Brasil e a final do torneio. Cercada por rodovias, é inviável chegar a pé. As autoridades recomendam o uso de transporte público, mas os custos são elevados: o trem de Manhattan ao estádio leva cerca de 15 minutos, mas a passagem de ida e volta durante os jogos custará o equivalente a R$ 500 — quatro vezes o preço normal para um trajeto de 15 km. Uma alternativa mais barata é o ônibus, que custa cerca de R$ 100, mas pode levar o triplo do tempo dependendo do trânsito.
Em São Francisco, as famosas ladeiras são um cartão-postal, mas também um obstáculo para quem precisa se locomover a pé. Os torcedores que forem à cidade enfrentarão uma distância de 70 km até o estádio, localizado na vizinha Santa Clara. Boston e Dallas também receberão jogos em estádios na região metropolitana. Em média, as arenas americanas ficam a 22 km do centro das cidades-sede.
No México, embora as distâncias também não sejam curtas, o transporte é bem mais barato, custando cerca de R$ 5. Já no Canadá, a realidade é diferente: os estádios ficam próximos aos centros urbanos. O de Vancouver, por exemplo, está a apenas 700 m do centro. Por lá, a única caminhada longa foi a de voluntários que subiram uma montanha para hastear uma bandeira de 160 m de comprimento, dando boas-vindas aos visitantes.



