Dólar cai 6% no semestre e Goldman vê ações brasileiras baratas
Dólar cai 6% no semestre; Goldman vê ações baratas

O dólar registrou queda de quase 6% no primeiro semestre de 2025, mas analistas apontam mudança no cenário para o real. Enquanto isso, o Goldman Sachs vê ações brasileiras baratas e reitera recomendação de 'compra' para o Brasil entre os mercados emergentes.

Dólar e real: o que mudou

A moeda americana acumulou baixa de aproximadamente 5,8% no semestre, influenciada por fatores como fluxo de capital estrangeiro e expectativas em torno da política monetária. No entanto, especialistas alertam que o cenário pode se reverter com a proximidade das eleições de 2026 e incertezas fiscais.

Segundo relatório do Goldman Sachs, as ações brasileiras estão negociadas a múltiplos atrativos, com o Ibovespa projetado para 171 mil pontos. O banco destaca que a combinação de juros elevados e valuations descontados cria oportunidade para investidores de longo prazo.

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Tesouro IPCA+ e renda fixa

O Tesouro IPCA+ com vencimento em 2029 atingiu taxa real de 8% ao ano pela primeira vez, após a divulgação de pesquisa eleitoral. Especialistas veem janela rara para investidores, mas alertam para riscos de volatilidade. 'Nunca foi tão fácil tomar susto', afirmou analista de renda fixa de uma corretora.

Petróleo e dividendos em destaque

O petróleo entrou em novo patamar de US$ 75 o barril, mesmo sob incertezas globais, segundo o CEO da Petrobras. A estatal, junto com Vibra e Ultrapar, deve ser impactada pelo fim do subsídio ao diesel. No mercado de dividendos, Allos, Equatorial e Alupar pagam proventos em julho.

Ibovespa e fluxo estrangeiro

O Ibovespa opera perto dos 171 mil pontos, reduzindo perdas na sessão. O fluxo estrangeiro no ano mostra quatro momentos distintos, com impacto direto no índice. Para o segundo semestre, a expectativa é de volatilidade, com eleições e política fiscal no radar.

Criptomoedas e outros ativos

O Bitcoin foi o pior investimento do semestre, com queda expressiva. Em contrapartida, stablecoins já respondem por 80% do volume de criptomoedas no Brasil, segundo dados da Receita Federal. Donald Trump, por sua vez, faturou mais de R$ 6 bilhões com criptos em 2025, conforme declaração divulgada.

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