Brasil cai para 65º em ranking de competitividade global
Brasil cai para 65º em ranking de competitividade (22.06.2026)

O Brasil ocupa a 65ª posição entre 70 países no Ranking Mundial de Competitividade, divulgado recentemente. Se fosse uma copa do mundo por pontos corridos, o país estaria na zona de rebaixamento. O principal fator responsável por esse desempenho é a baixíssima eficiência governamental, que figura entre as duas piores do ranking. Países competitivos investem em saúde, educação e bem-estar, o que não ocorre aqui devido à má qualidade do gasto público.

Eficiência governamental como entrave

De acordo com Eduardo San Martin, de São Paulo, a pergunta que não quer calar é: conseguiremos chegar até o final do ano? O ranking mede a capacidade das nações de proporcionar um ambiente propício para a competitividade empresarial, e o Brasil tem sofrido quedas consecutivas.

Home office e saúde mental em debate

Em contrapartida, o home office é apontado como uma conquista, mas também traz desafios. Um estudo com mais de 500 mil pessoas revela que o isolamento no trabalho remoto eleva a incidência de distúrbios psíquicos e o uso de ansiolíticos, principalmente entre quem mora sozinho. Afonso Gallo Casanova, de Rio Claro, argumenta que esses números não devem servir de pretexto para o retrocesso dos escritórios repletos. O home office é um alívio real contra o burnout do modelo presencial, marcado por cobranças sufocantes e conflitos geracionais. O problema central está no desafio de estabelecer limites saudáveis e gerenciar a nova autonomia sem invadir o espaço familiar. Trocar o estresse do trânsito pela solidão diante de uma tela exige aprender a lidar com essa liberdade conquistada.

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Enamed: exame obrigatório para médicos

O Brasil possui atualmente 494 faculdades de Medicina em funcionamento, colocando o país na segunda posição global em número de escolas médicas, atrás apenas da Índia, com cerca de 600 faculdades e mais de 1,4 bilhão de habitantes. O país tem 213 milhões de habitantes, e a qualidade da formação está ruim, pois não é possível ter tantos professores qualificados. Nelson Sass, professor titular do Departamento de Obstetrícia da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), afirma que o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) é mais do que urgente, e a medida provisória que o estabelece é muito importante. Ele espera que o Enamed não seja “letra morta”, pois uma grande jornada começa com um primeiro passo.

Seleção brasileira e desafios à altura

Izabel Avallone, de São Paulo, comenta que o Brasil é pentacampeão mundial e, por isso, uma vitória sobre o Haiti não deveria provocar euforia exagerada. Os haitianos merecem respeito, mas uma seleção que já teve Pelé, Garrincha, Zico, Romário e Ronaldo não pode medir sua força diante de adversários tão modestos. Golear os mais fracos pode inflar estatísticas, mas não aumenta a grandeza de quem já é grande.

Justiça seletiva e credibilidade

Gládevon Costa, de São Paulo, questiona a credibilidade da Justiça, que depende de a lei valer para todos. Se há indícios contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), que as investigações avancem, mas a mesma régua precisa ser aplicada a todos. Reportagens divulgaram negociações envolvendo um pedido de até US$ 24 milhões para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro, além de cobranças feitas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em relação aos valores prometidos. O próprio senador reconheceu que buscou recursos com o banqueiro Daniel Vorcaro. A pergunta é: os mesmos critérios estão sendo aplicados para todos?

Diárias e controle de gastos

Paulo T. Juvenal Santos, de São Paulo, ironiza a declaração do senador Jaques Wagner de que o dinheiro encontrado pela Polícia Federal era fruto de diárias pagas pelo Senado, questionando o controle de gastos.

Corrupção como medalha de ouro

Roberto Sigaud, de São Paulo, afirma que o Brasil é campeão em corrupção, citando casos como mensalão, petrolão, orçamento secreto e a fraude no Banco Master, que envolveu grande parte do Centrão, diversos “Bozos”, figuras do Judiciário e nomes da esquerda. Ele lamenta a falta de candidatos capazes de mudar esse fenômeno.

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Contas públicas e promessas de campanha

Roberto Solano, do Rio de Janeiro, critica o “trio ternura” (Lula, Davi Alcolumbre e Hugo Motta) por detonar as finanças do governo. Vital Romaneli Penha, de Jacareí, lembra que Lula prometeu picanha e cerveja na campanha de 2022, mas esses itens subiram mais que o IPCA até junho de 2026, sugerindo ironicamente um programa “Minha Picanha, Minha Cerveja e Minha Vida”.

Desabafo de um juiz e tribunais superiores

Silvio Olivo, de São Bernardo do Campo, elogia o artigo “Desabafo de um juiz”, que deveria ser lido por magistrados. Lino Afonso de André, de São Paulo, propõe uma alternativa democrática para a escolha de ministros das cortes superiores: lista tríplice com dois nomes de juízes e um da OAB, idade mínima de 55 anos, mandato de 10 anos e aposentadoria compulsória aos 70.

Eleições diretas para STF e PGR

Mário Barilá Filho, de São Paulo, defende que ministros do STF e o procurador-geral da República sejam eleitos por voto direto popular, com candidatos nomeados pelos tribunais, não por partidos políticos.

Justiça italiana e código de conduta

Celso Francisco Álvares Leite, de Limeira, questiona em qual país sério uma mesma pessoa pode ser vítima, investigador e juiz no mesmo caso, referindo-se à não extradição de Carla Zambelli. Tania Tavares, de São Paulo, pergunta se o código de conduta do STF, defendido pelo presidente Edson Fachin, sairá do papel após o vexame internacional.

Inteligência artificial e o futuro do trabalho

Caio Lorena Bueno, de São Paulo, brinca que, com a IA comandando uma usina modelo de minério de ferro em Itabira, logo as empresas terão dois funcionários: um humano para dar comida e água a um cachorro, e o cão para não deixar o humano mexer em nada.

Órbitas e desigualdade

Paulo Roberto Gotaç, do Rio de Janeiro, reflete sobre suas mais de 80 órbitas ao redor do sol, concluindo que o Brasil deixou de ser o país do futuro, a desigualdade não cedeu e a educação pública piorou, enquanto a indústria do ensino tornou o acesso à boa escola caro e elitizado. Ele critica os loteadores do poder e a crença do povo em paizões que prometem o céu mas espoliam.

Amor e ódio nas instituições

Wellington Anselmo Martins, de Bauru, questiona se há lugares onde o amor é proibido e o ódio liberado. Ele argumenta que o amor, a amizade e o cuidado são tratados como riscos, enquanto a hostilidade é domesticada como competição e produtividade. Uma organização eticamente saudável não deve proibir que seres humanos se reconheçam, mas impedir que esse reconhecimento se converta em privilégio ou coerção.

Etarismo e envelhecimento

Arcangelo Sforcin Filho, de São Paulo, destaca o desafio de envelhecer em um país onde a sociedade e o Estado negam a velhice, e o etarismo, considerado pela OMS um dos preconceitos mais graves, pode levar o idoso ao isolamento social e à depressão.

Seleção brasileira e jejum de títulos

J. S. Vogel Decol, de São Paulo, lamenta que a seleção canarinho, sem Neymar em plenas condições físicas, tenha diminutas chances de pôr fim ao jejum de 24 anos sem o título mundial, podendo perder pela sexta vez consecutiva uma Copa do Mundo – um hexa de derrotas.