Imagens de câmeras corporais obtidas pelo RJTV revelam que policiais militares à paisana utilizaram um drone particular para monitorar o empresário Daniel Patrício Santos de Oliveira antes de assassiná-lo com mais de 20 tiros na Pavuna, Zona Norte do Rio de Janeiro. Os diálogos captados indicam que os agentes acreditavam que um traficante estava no veículo da vítima.
Operação clandestina com drone particular
As gravações mostram que os PMs, que estavam em um carro descaracterizado, sobrevoaram o veículo de Daniel com um drone não registrado pela corporação. "Vamos ver se tem alguém no carro", diz um dos policiais. Após confirmarem a presença de uma pessoa, os agentes seguiram o empresário até um semáforo, onde abriram fogo sem qualquer abordagem prévia.
O empresário, de 38 anos, foi atingido por mais de 20 disparos e morreu no local. Os policiais envolvidos foram presos em flagrante e permanecem detidos. A investigação da Delegacia de Homicídios da Capital apura se houve crime doloso.
Diálogos revelam frustração após o crime
Nos áudios, os PMs lamentam o resultado da ação. "Erramos, não era ele", afirma um dos agentes, referindo-se ao suposto traficante que acreditavam estar no veículo. Segundo a polícia, o alvo era um criminoso da região, mas Daniel não tinha qualquer envolvimento com o tráfico.
O caso gerou protestos de moradores e familiares da vítima. A Corregedoria da PM instaurou um procedimento para apurar o uso ilegal de equipamentos particulares e a conduta dos agentes.



