Zuckerberg se aproxima de Trump em discurso à direita; veja 5 pontos
Zuckerberg se aproxima de Trump em discurso à direita

Mark Zuckerberg, fundador do Facebook (atual Meta), está se aproximando do ex-presidente Donald Trump em um movimento que surpreende analistas políticos. A aliança entre os dois foi tema do vodcast 'Dois Pontos', do Estadão, apresentado pela jornalista Bruna Arimathea. O episódio, publicado em 8 de fevereiro de 2025, detalha cinco pontos que explicam por que Zuckerberg adotou um discurso voltado à direita, alinhando-se ao novo governo Trump nos Estados Unidos.

1. Mudança de postura de Zuckerberg

Zuckerberg, que antes mantinha distância de Trump, passou a elogiar publicamente o ex-presidente. Em entrevistas recentes, o CEO da Meta destacou a 'visão pragmática' de Trump para a economia digital e a regulação de big techs. A mudança de postura reflete uma tentativa de evitar sanções antitruste no governo Trump, que prometeu 'quebrar monopólios' durante a campanha.

2. Alinhamento em pautas conservadoras

A Meta tem adotado políticas que agradam a base conservadora, como a redução da moderação de conteúdo político e o fim da verificação de fatos por terceiros nos EUA. Zuckerberg justificou as medidas como 'defesa da liberdade de expressão', ecoando discursos de Trump sobre 'censura' nas redes sociais.

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3. Encontros estratégicos

Zuckerberg se reuniu com Trump em Mar-a-Lago em janeiro de 2025, antes da posse. Segundo fontes próximas, os dois discutiram parcerias em inteligência artificial e a possível compra do Truth Social pela Meta. O encontro gerou críticas de democratas, que acusam Zuckerberg de 'oportunismo político'.

4. Doações para campanhas republicanas

O fundador da Meta e sua esposa, Priscilla Chan, doaram US$ 5 milhões para o comitê de posse de Trump, segundo registros oficiais. A quantia é a maior já doada por Zuckerberg a um presidente eleito. A doação foi interpretada como um sinal claro de alinhamento com a nova administração.

5. Impacto no mercado e na regulação

A aproximação com Trump pode beneficiar a Meta em questões regulatórias. O governo Trump já sinalizou que não apoiará a Lei de Inovação e Concorrência Digital, que prevê a quebra de grandes empresas de tecnologia. Analistas estimam que a Meta pode economizar US$ 10 bilhões em multas e custos de compliance nos próximos quatro anos.

O vodcast 'Dois Pontos' está disponível nas plataformas de áudio e vídeo do Estadão. O episódio completo analisa as implicações dessa aliança para o cenário político e tecnológico global.

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