O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta segunda-feira (6) que pediu ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, a revisão do cartão vermelho aplicado ao atacante americano Folarin Balogun durante a partida entre Estados Unidos e Bósnia Herzegovina, válida pela segunda fase da Copa do Mundo. A expulsão, ocorrida após Balogun pisar no tornozelo de um adversário, foi aplicada pelo árbitro brasileiro Raphael Claus. Com a suspensão automática, Balogun estaria fora do jogo das oitavas de final contra a Bélgica, também nesta segunda-feira.
Fifa revoga suspensão e Trump nega influência
No domingo (5), a Fifa comunicou a revogação da suspensão de Balogun, substituindo a punição por um período de avaliação de um ano. Em coletiva, Trump afirmou que ligou para Infantino no dia seguinte à expulsão, mas negou qualquer interferência na decisão. “Não acredito que ele (Infantino) tenha tomado a decisão. Acho que foi uma comissão que tomou a decisão. E eles tomaram a decisão certa, porque, em primeiro lugar, não foi falta”, disse Trump. O presidente da Fifa, por sua vez, declarou que a revogação foi decidida por um comitê disciplinar independente, composto por 18 integrantes, dos quais apenas parte participa de cada julgamento.
Críticas ao árbitro brasileiro e defesa da CBF
Durante a entrevista, Trump criticou o desempenho do árbitro Raphael Claus, classificando sua atuação como “suspeita”. Em resposta, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) emitiu nota defendendo o árbitro, afirmando que ele “é reconhecido mundialmente como um dos melhores em atividade e possui uma trajetória marcada por excelência técnica, conduta ética e absoluto respeito ao futebol”. A comissão de árbitros da Conmebol também destacou o profissionalismo e a integridade de Claus.
Reações internacionais e recurso belga
O caso, sem precedentes em Copas do Mundo desde a criação do cartão vermelho em 1970, gerou forte reação da União Europeia e da Uefa. A entidade máxima do futebol europeu afirmou que a Fifa “cruzou uma linha vermelha” e classificou a decisão como “incompreensível e injustificável”. O comissário europeu para assuntos esportivos escreveu em rede social: “As questões do esporte cabem às entidades esportivas, e não aos políticos”. A Bélgica, adversária dos EUA nas oitavas, entrou com recurso contra a suspensão do cartão vermelho, mas o comitê de apelações da Fifa rejeitou o pedido.
Posicionamento da Fifa sobre críticas
Na noite desta segunda-feira (6), a Fifa se manifestou sobre as críticas da Uefa e da União Europeia, reafirmando a independência do comitê de disciplina e destacando que o regulamento permite a substituição da punição imediata por um período probatório. A entidade não comentou diretamente a ligação de Trump.



