A cidadã ucraniana Anastassia Berezovska, de 39 anos, principal suspeita de ter conduzido a tentativa de assassinato de um empresário de origem ucraniana em Mônaco, foi encontrada morta na Ucrânia com “ferimentos por arma de fogo na cabeça”, anunciou nesta terça-feira a polícia nacional ucraniana. Dois suspeitos pelo homicídio foram presos.
Corpo encontrado e prisões
“O corpo de uma mulher (a cidadã ucraniana Anastassia Berezovska), suspeita pelas autoridades do principado de Mônaco de tentativa de homicídio contra uma família (...) foi encontrado”, informou a polícia ucraniana em comunicado. A nota acrescenta que os dois suspeitos detidos são um “ex-membro das forças de segurança” e um “funcionário atual” da Direção-Geral de Inteligência (GUR) do Ministério da Defesa da Ucrânia.
Atentado em Mônaco
Segundo uma fonte judicial de Mônaco revelou à Reuters, a principal suspeita do atentado a bomba ocorrido na noite de segunda-feira (29) é uma mulher que foi vista na Alemanha. O oligarca ucraniano Vadim Irmolaiev e outras duas pessoas ficaram feridos em Mônaco na explosão de um "pacote-bomba", a primeira ação desse tipo no principado, indicaram as autoridades. A explosão ocorreu por volta das 21h (16h no horário de Brasília) em um prédio residencial, próximo à fronteira com a França. O governo monegasco informou inicialmente sobre dois feridos em estado grave, um casal de 50 a 60 anos, e outro lesionado, um adolescente de 13 anos, sem revelar suas identidades.
Detalhes da explosão
"Esta noite, pouco antes das 21h00, foi ouvida no Principado uma violenta explosão ligada a um pacote-bomba, não muito longe da Place des Moulins", publicaram as autoridades na rede social X. Uma fonte próxima ao caso assegurou à AFP, confirmando uma informação prévia da BFMTV, que o homem ferido é Irmolaiev, um oligarca ucraniano que reside em Mônaco. Desde dezembro de 2023, o empresário está sujeito a sanções devido a uma decisão do Conselho Nacional de Segurança da Ucrânia promulgada pelo presidente Volodymyr Zelensky. Segundo vários veículos de imprensa, que citam os serviços de segurança ucranianos, essas sanções se devem à decisão do bilionário de continuar com suas atividades de comércio de álcool na península da Crimeia, sob ocupação russa.
Investigação e reações
Por enquanto, a identidade das vítimas não foi confirmada por Mônaco, onde o procurador-geral, Stéphane Thibault, planejava conceder uma coletiva de imprensa nesta terça-feira, segundo o ministro de Estado (chefe de governo), Christophe Mirmand. Thibault disse à AFP que o artefato explosivo estava em uma bolsa ou pacote deixado por uma pessoa no saguão do edifício atingido, antes de sair do local. O jornal francês Le Figaro afirmou que imagens de câmeras de vigilância mostraram um homem largando uma mochila na entrada do prédio pouco antes da explosão.
"É a primeira vez na história, que eu saiba, que ocorre um ato desse tipo no Principado", afirmou Mirmand. Denunciando "um crime atroz", o príncipe Albert II de Mônaco citou em um comunicado "um golpe para toda a comunidade monegasca" e reafirmou que "a segurança" do microestado europeu "sempre foi uma prioridade" e "continuará a sê-lo mais do que nunca, quaisquer que sejam as ameaças". As autoridades reforçaram as medidas de segurança no principado, já altamente protegido, anunciou o ministro Mirmand em uma breve aparição diante da imprensa nesta segunda. Os três feridos foram transferidos para a cidade francesa de Nice, a cerca de 20 km de Mônaco. A polícia procura pelo suspeito.



