O número de mortos em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24) subiu para 589 pessoas, conforme o último balanço divulgado pelo governo venezuelano nesta quinta-feira (25). O novo relatório também aponta 1.520 feridos e 200 pessoas ainda presas sob os escombros.
Dois terremotos em sequência devastam o norte do país
Dois fortes tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram em um intervalo de menos de um minuto, com epicentros distantes apenas 5 km um do outro. O primeiro foi registrado na cidade de El Guayabo, a 168 km de Caracas. A baixa profundidade dos abalos e o fato de terem atingido áreas densamente povoadas agravaram a destruição.
O presidente do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, informou que 250 edifícios foram totalmente destruídos ou sofreram danos severos. Ele classificou o balanço como provisório. Equipes de resgate trabalham contra o tempo para localizar desaparecidos e retirar vítimas dos escombros.
Mais de 24 mil desaparecidos e ajuda internacional a caminho
Grupos organizados por moradores das áreas afetadas já registraram mais de 24 mil desaparecidos. Pelas redes sociais, circulam relatos e imagens de edifícios que desabaram, incluindo um vídeo que mostra o momento exato da queda de uma construção.
Vários países, como Estados Unidos e Brasil, anunciaram o envio de equipes de resgate e ajuda humanitária. A assistência começou a chegar na Venezuela nesta sexta-feira (26). O aeroporto internacional de Caracas foi fechado, dificultando a logística.
Destruição em La Guaira e risco de mortes ainda maior
As réplicas atingiram com força cidades costeiras próximas à capital, como La Guaira, que ficou severamente destruída. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estimou que, com base nas variáveis envolvidas, o número de mortos pode ultrapassar 10 mil pessoas.
Os terremotos foram os mais fortes registrados no país em mais de 100 anos, deixando um rastro de destruição na capital e arredores. As autoridades seguem em alerta máximo e pedem que a população evite áreas de risco.



