Um relatório divulgado recentemente acusa a Meta, empresa controladora do Facebook, de hospedar o que seria o maior mercado ilegal de animais selvagens do mundo. A denúncia aponta que a plataforma facilita o tráfico ao compartilhar receita de publicidade com usuários que anunciam a venda de animais como macacos, chifres de rinoceronte e pangolins mortos.
Conteúdo ilegal impulsionado por receita publicitária
De acordo com o relatório, a política de monetização da Meta incentiva o comércio ilegal, já que os vendedores podem ganhar dinheiro com os anúncios publicados no Facebook. Ambientalistas afirmam que a plataforma não apenas falha em coibir essas práticas, mas também as estimula ao permitir que conteúdo ilegal seja monetizado.
Falta de fiscalização e políticas ineficazes
A denúncia ressalta a ineficácia das políticas da Meta contra o comércio ilegal de animais. Apesar de a empresa afirmar ter regras rígidas, o relatório mostra que anúncios de espécies ameaçadas, como pangolins e rinocerontes, continuam sendo publicados sem controle. Macacos vivos e partes de animais mortos são oferecidos abertamente na plataforma.
Impacto na conservação das espécies
Especialistas em conservação alertam que o tráfico online agrava a crise de extinção de espécies. O pangolim, por exemplo, é um dos animais mais traficados do mundo, e sua venda no Facebook contribui para a pressão sobre as populações selvagens. A falta de ação da Meta é vista como um retrocesso nos esforços globais de proteção à fauna.
Resposta da Meta
Procurada, a Meta ainda não se pronunciou oficialmente sobre as acusações. No entanto, a empresa tem histórico de alegações semelhantes, e ambientalistas cobram medidas concretas, como a remoção imediata de anúncios ilegais e o bloqueio de contas envolvidas no tráfico.
O relatório conclui que, enquanto a Meta não revisar suas políticas de monetização e fiscalização, o Facebook continuará sendo um canal lucrativo para o comércio ilegal de animais selvagens, colocando em risco a biodiversidade global.



