A disputa ao Senado por São Paulo em 2026 já movimenta os bastidores políticos, com pré-candidatos ajustando estratégias para conquistar o eleitorado. De um lado, as ex-ministras de Lula, Marina Silva e Simone Tebet, buscam ampliar alianças à esquerda. Do outro, a direita, sob influência do governador Tarcísio de Freitas, aposta em nomes como o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, e o deputado estadual André do Prado. O ex-ministro Ricardo Salles também corre por fora, mas enfrenta resistências internas no bolsonarismo.
Marina Silva foca em jovens e mulheres
Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente, aposta em uma pauta ideológica e no apelo entre jovens e mulheres. Sua campanha pretende destacar a defesa da Amazônia e a sustentabilidade, temas que ressoam com o eleitorado progressista. A pré-candidata busca consolidar o apoio da ala mais à esquerda do PT e de partidos como PSOL e Rede, além de dialogar com movimentos sociais.
Simone Tebet mira empresários paulistas
Simone Tebet, ex-ministra do Planejamento, adota uma abordagem mais pragmática, aproximando-se de empresários paulistas. Sua estratégia é construir pontes com o setor produtivo, defendendo reformas econômicas e responsabilidade fiscal. Tebet tenta se posicionar como uma alternativa moderada, capaz de atrair votos do centro político e de eleitores insatisfeitos com os extremos.
Direita unida em torno de segurança e antipetismo
Na direita, a pré-campanha é liderada por Tarcísio de Freitas, que articula uma chapa forte ao Senado. O nome mais cotado é Guilherme Derrite, secretário de Segurança Pública de São Paulo, conhecido por sua atuação linha-dura. Ao lado dele, o deputado estadual André do Prado, aliado de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, reforça a base bolsonarista. A dupla aposta na pauta de segurança pública e no antipetismo como carros-chefe.
Ricardo Salles corre por fora com resistências
O ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles também é pré-candidato, mas enfrenta resistências dentro do próprio campo bolsonarista. Sua gestão controversa no ministério e a falta de apoio explícito de Tarcísio dificultam sua consolidação. Salles tenta se viabilizar com discurso radical, mas a preferência do governador por Derrite e Prado enfraquece sua candidatura.
A disputa promete ser acirrada, com a esquerda buscando unidade e a direita tentando evitar rachas. O eleitorado paulista, o maior colégio eleitoral do país, será o termômetro para as estratégias que podem definir o rumo do Senado.



