Um relatório da ONU divulgado neste domingo (22) revela que os ataques de Israel no sul do Líbano destruíram mais de 11 mil edifícios, causando prejuízos estimados em US$ 1,4 bilhão. A guerra entre Israel e Hezbollah, que começou em março, já matou mais de 4 mil pessoas e deslocou mais de um milhão de libaneses.
Dimensão da destruição
De acordo com o relatório, a maioria dos danos concentra-se em áreas rurais e cidades próximas à fronteira com Israel. Em Nabatieh, uma das regiões mais afetadas, escombros de edifícios desabados ainda são vistos. O conflito, que envolveu intensos bombardeios aéreos e trocas de foguetes, também danificou infraestruturas essenciais, como hospitais, escolas e redes de água e energia.
Impacto humanitário
O número de mortos ultrapassa 4 mil, segundo fontes oficiais libanesas. Mais de 1,2 milhão de pessoas foram forçadas a deixar suas casas, muitas delas vivendo em abrigos temporários. Apesar de um cessar-fogo ter sido acordado em maio, as hostilidades continuaram em algumas regiões, dificultando o retorno dos deslocados.
Retorno gradual e alerta
Moradores começaram a retornar para o sul do Líbano, mas o exército libanês pede cautela. "A situação ainda é perigosa devido a possíveis artefatos não explodidos e à instabilidade na região", afirmou um porta-voz militar. O governo libanês estima que a reconstrução das áreas destruídas levará anos e exigirá bilhões de dólares em investimentos internacionais.
Contexto geopolítico
O conflito ameaça um acordo de desnuclearização entre Irã e Estados Unidos, segundo analistas. O Hezbollah, grupo armado libanês apoiado pelo Irã, continua a trocar disparos com forças israelenses, apesar dos esforços de mediação da ONU e de potências regionais. A comunidade internacional pede um cessar-fogo duradouro e o início de negociações de paz.



