EUA bombardeiam Irã no Estreito de Ormuz; Teerã promete resposta rápida
EUA bombardeiam Irã em Ormuz; Teerã promete resposta

O Irã afirmou nesta sexta-feira (26) que dará uma resposta 'rápida e decisiva' ao novo ataque realizado pelos Estados Unidos na região do Estreito de Ormuz. A ameaça foi feita pela Guarda Revolucionária iraniana, segundo a TV estatal do país, horas depois de os EUA bombardearem alvos iranianos. Os norte-americanos alegam que Teerã violou o acordo de cessar-fogo firmado entre os dois países.

Confronto direto após acordo de paz

Segundo a Guarda Revolucionária, as forças iranianas repeliram um ataque americano contra a ilha de Sirik, localizada às margens do Estreito de Ormuz. O regime não informou se houve danos ou vítimas. Este foi o primeiro confronto direto entre EUA e Irã desde que os dois países assinaram, no último dia 17, um acordo de paz inicial para encerrar a guerra iniciada no fim de fevereiro. O texto prevê a reabertura de Ormuz e estabelece um prazo de 60 dias para negociações sobre outros temas, incluindo o programa nuclear iraniano.

Ataques dos EUA e acusações de Trump

Na sexta-feira, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) afirmou que aeronaves americanas atacaram depósitos de mísseis e drones iranianos, além de equipamentos de radar no litoral sul do Irã. 'A agressão injustificada de forças iranianas contra navios comerciais violou claramente o cessar-fogo. Além disso, a conduta perigosa do Irã comprometeu a liberdade de navegação, em um momento em que o fluxo comercial através desse corredor vital de comércio internacional é crescente', disse em comunicado.

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Ainda segundo o comando, as forças americanas continuam atuando para garantir a passagem segura de embarcações comerciais pelo estreito e para assegurar o cumprimento do acordo firmado entre Washington e Teerã. A ofensiva ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusar o Irã de atacar navios que atravessavam o Estreito de Ormuz. Segundo Trump, o regime iraniano lançou ao menos quatro drones contra embarcações comerciais. Um deles atingiu um navio de carga, enquanto os outros três foram derrubados pelas forças americanas. 'Se eu vou responder? Você vai ficar sabendo em breve', disse Trump, na Casa Branca, pouco antes dos ataques.

Detalhes do acordo de paz

No último dia 17, os presidentes de EUA e Irã assinaram um acordo de paz inicial entre os dois países. O documento, de 14 pontos, estabelecia a reabertura do Estreito de Ormuz e estabelecia um prazo de 60 dias, que poderia ser estendido, para que os países entrassem em acordo sobre outros pontos, incluindo o programa nuclear iraniano.

Operação da ONU suspensa

Na quinta (25), a agência marítima da ONU suspendeu uma operação para retirar centenas de navios do Estreito de Ormuz após uma embarcação ser atacada no Golfo de Omã. A companhia britânica de segurança marítima UKMTO confirmou que um porta-contêineres foi atingido por um projétil ao tentar atravessar o estreito, a cerca de 13,89 km do porto de Dahit, em Omã. 'Fui informado hoje de um ataque contra uma embarcação que havia atravessado o Estreito de Ormuz. Esse navio não constava sob o quadro de evacuação da agência', afirmou Arsenio Dominguez, secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), em comunicado. Ele acrescentou que a decisão de suspender a iniciativa foi tomada para 'reconfirmar se as garantias de segurança necessárias continuam em vigor'.

A operação, iniciada na última terça-feira (23), permitia que navios e suas tripulações deixassem o Golfo por duas rotas: uma via águas iranianas e outra por águas de Omã, sob supervisão dos Estados Unidos. Segundo dados preliminares da OMI, cerca de 57 navios com aproximadamente 1.100 tripulantes haviam atravessado o Estreito de Ormuz de terça até esta quinta-feira. As autoridades ainda não confirmaram a autoria dos ataques nem a gravidade dos danos.

Irã não garante segurança de navios

A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, criada pelo Irã para gerenciar o Estreito de Ormuz, afirmou também na quinta que as embarcações que trafegarem fora das rotas estabelecidas não terão garantia de passagem segura. 'As consequências decorrentes da passagem por rotas não autorizadas serão de responsabilidade do proprietário, do operador e do comandante da embarcação', disse a entidade no X (ex-Twitter).

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