Missão brasileira leva detectores de celular para buscas na Venezuela
Missão brasileira leva detectores de celular para Venezuela

A missão humanitária brasileira está a caminho de Caracas com 12 toneladas de equipamentos a bordo de um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), partindo da Base Aérea de Guarulhos, em São Paulo. A equipe é composta por 44 profissionais, incluindo bombeiros do Paraná, Minas Gerais e São Paulo, que levaram seis cães farejadores, além de equipes da Defesa Civil e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), equipadas com aparelhos capazes de detectar sinais de celular sob os escombros.

Tecnologia e cães: otimização das buscas

“Esse trabalho conjunto do rastreamento de celulares com os cães ajuda a otimizar e acelerar muito essas operações”, afirma Armin Braun, chefe da missão humanitária. A combinação de tecnologia e cães farejadores permite localizar vítimas com mais rapidez, aumentando as chances de resgate em meio aos destroços.

Prazo e prioridades

A previsão inicial é que a equipe permaneça 15 dias na Venezuela, mas o prazo pode ser prorrogado por mais 15 dias. A prioridade neste primeiro momento é o trabalho de busca e resgate. “Quando cai um prédio, formam-se bolsões de ar. Então, as pessoas, muitas vezes, permanecem dentro desses bolsões com uma sobrevida até considerável, cinco, dez dias”, explica Karoline Magalhães, porta-voz do Corpo de Bombeiros de São Paulo. A corrida contra o tempo é crucial para salvar vidas.

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Apoio governamental e mobilização social

O ministro da Defesa, José Múcio, deve ir à Venezuela na próxima semana para coordenar a ajuda humanitária. Neste sábado (27), outro avião partirá com médicos e um hospital de campanha. A sociedade civil também se mobiliza: brasileiros e venezuelanos que moram em Roraima estão recolhendo doações. “A situação lá já é ruim e, com o que está acontecendo, fica pior. Se você tiver alguma coisa para doar, pode ser alimentação, comida, ajuda... Seja bem-vinda”, diz a voluntária Ubeimi Giraldo.

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