O Mercosul anunciou hoje, durante a 68ª Cúpula do bloco em Assunção, o início oficial de negociações comerciais com o Japão para a formação de uma área de livre comércio que pode movimentar US$ 7 trilhões. A declaração foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que destacou a importância estratégica do acordo para ampliar mercados e atrair investimentos para as economias do bloco.
Detalhes do anúncio e próximos passos
Segundo Lula, as conversas iniciais já foram autorizadas e os técnicos dos países do Mercosul e do Japão começarão a se reunir nos próximos meses para definir os termos da negociação. O acordo abrangeria redução de tarifas, facilitação de comércio e cooperação em áreas como tecnologia, agricultura e serviços. O presidente também mencionou que o Japão é um dos maiores parceiros comerciais do bloco na Ásia, e a criação de uma zona de livre comércio pode impulsionar as exportações de produtos agrícolas e manufaturados.
Contexto da cúpula e outras parcerias
Além do anúncio com o Japão, Lula propôs que o Mercosul inicie negociações com a China, e citou possíveis parcerias com Índia, Vietnã e Canadá. O presidente afirmou que o bloco precisa diversificar seus acordos comerciais para reduzir a dependência de mercados tradicionais. Durante a cúpula, também foi discutida a criação de um novo Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul, destinado a reduzir as assimetrias entre os países-membros e financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento.
Impacto econômico esperado
Especialistas estimam que uma área de livre comércio com o Japão pode incrementar o PIB do Mercosul em até 2% nos primeiros cinco anos, além de gerar milhares de empregos. O Japão, por sua vez, teria acesso preferencial a um mercado de 270 milhões de consumidores. As negociações devem enfrentar desafios, como a proteção de setores sensíveis e regras de origem, mas o otimismo prevalece entre os líderes do bloco.
O presidente Lula destacou: "Este é um passo histórico para o Mercosul. O Japão é uma potência econômica e tecnológica, e essa parceria pode transformar nossas economias." O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também presente na cúpula, afirmou que as negociações serão conduzidas com transparência e buscando benefícios mútuos.



