Câmeras de segurança flagraram a agressão em condomínio de Cuiabá
Luciano Testa, de 56 anos, policial civil aposentado, foi preso nesta terça-feira (30) por agredir um casal de 62 e 59 anos dentro do elevador de um condomínio no bairro Cidade Alta, em Cuiabá. A prisão foi determinada pela 14ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá pelo crime de lesão corporal. O g1 tenta localizar a defesa de Luciano.
Polícia Civil confirma que suspeito não integra mais os quadros da instituição
Em nota, a Polícia Civil informou que o suspeito não faz mais parte do quadro de servidores efetivos. A decisão de prisão atende a um pedido do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Segundo o órgão, a agressão ocorreu em 11 de junho e teria sido antecedida por ameaças registradas em boletim de ocorrência em agosto de 2025.
Vídeo mostra agressão e importunação sexual contra a esposa da vítima
Um vídeo das câmeras de segurança que circula nas redes sociais mostra o momento em que a esposa do homem, que tentou impedir as agressões, também teria sido atacada e vítima de importunação sexual. Segundo a Polícia Civil, o suspeito desferiu diversos socos na região das costelas e do rosto da vítima. As circunstâncias que antecederam a agressão não foram detalhadas pela polícia.
Registro policial inclui injúria, lesão corporal e importunação sexual
À reportagem, a Polícia Civil informou que o caso foi registrado como injúria, lesão corporal e importunação sexual. Na última terça-feira (23), a prisão preventiva do suspeito havia sido decretada pela Justiça. Após ser preso, o suspeito foi encaminhado para audiência de custódia e ficou à disposição da Justiça.
MPMT aponta risco de fuga e influência sobre testemunhas
Na manifestação enviada à Justiça, o MPMT argumentou que o investigado deixou o local antes da chegada da Polícia Militar e não foi localizado em duas tentativas de intimação judicial. Para o órgão, esses fatos indicam risco de fuga e de descumprimento de determinações judiciais. O Ministério Público também destacou que o acusado é policial civil aposentado, possui treinamento em operações táticas e acesso facilitado a armamentos. Segundo a promotoria, ele ainda teria condições de interferir na produção de provas e influenciar vítimas e testemunhas por causa da rede de contatos construída durante a carreira.
Medidas cautelares consideradas insuficientes para evitar novos episódios
Ainda conforme o MPMT, as medidas cautelares impostas anteriormente não seriam suficientes para evitar novos episódios de violência, já que acusado e vítimas moram no mesmo condomínio e compartilham áreas comuns, como elevadores, garagem e hall de entrada. Ao decretar a prisão preventiva, o juiz João Bosco Soares da Silva considerou a gravidade das agressões, o histórico de conflitos entre as partes e o risco de novos confrontos. O magistrado também apontou que as medidas cautelares já adotadas não seriam suficientes para garantir a segurança das vítimas.



