A seleção iraniana desembarcou em Los Angeles no domingo, dia em que Donald Trump anunciou um acordo de paz com o Irã, para iniciar sua jornada na Copa do Mundo, em duelo com a Nova Zelândia, às 22 horas (de Brasília) desta segunda-feira. Até então, estava em Tijuana, no México, local escolhido para substituir a cidade americana de Tucson, no Arizona, como base de treinamento, em razão da negativa de vistos a quinze integrantes da delegação, entre dirigentes e funcionários.
Acordo de paz anunciado
A conclusão do acordo foi anunciada mais cedo pelo presidente do Paquistão, Shehbaz Sharif. EUA e Irã chegam a acordo de paz para reabrir Estreito de Ormuz. Cerimônia oficial de assinatura do acordo está marcada para sexta-feira, 19 de junho, na Suíça.
Contexto do conflito
A presença da equipe comandada por Amir Ghalenoei nos EUA é indissociável do conflito bélico no qual o governo de Donald Trump vinha atuando como aliado de Israel contra o Irã. Nos meses que antecederam a Copa, inclusive, questionava-se se a nação árabe participaria do Mundial.
Trump anunciou a concretização do acordo com a República Islâmica, cuja assinatura será realizada no dia 19, pouco depois de a seleção chegar à Califórnia. Nesta semana, o presidente dos EUA criticou publicamente Israel pelo recente ataque a Beirute, capital do Líbano.
Preocupações com manifestações
Mesmo com o movimento dos americanos se distanciando do conflito, por ora, o jogo exigirá atenção das autoridades por causa da possibilidade de manifestações. Los Angeles, local de jogo, é a cidade com maior população iraniana fora do Irã, estimada em 700 mil pessoas, e muitos dos que compõem a diáspora se opõem ao regime.
Visão da Nova Zelândia
Os jogadores neozelandeses sempre estiveram atentos aos assuntos envolvendo os iranianos, até porque conviviam com a possibilidade de uma troca de adversário. Até por isso, nomes como Ryan Thomas chegaram a defender que o jogo fosse disputado fora dos Estados Unidos.
Com a proximidade da partida, têm evitado o envolvimento com o lado mais político do jogo. Eles também se preocupam com a diáspora iraniana em Los Angeles, mas não por causa de possíveis protestos. A inquietação é referente a jogar em um estádio no qual certamente a torcida adversária será maioria.
“É difícil se preparar para isso, porque serão algumas das partidas de maior pressão das quais já participamos”, afirmou o meia Ben Old. “Mas tivemos muitas turnês internacionais antes desta e sempre parecíamos ser o time visitante, não importa onde estivéssemos.”
Ficha técnica
IRÃ – Beiranvand; Hardani, Khaltizaden, Nemati e Mohammadi; Ezatolahi, Mohebbi, Jahanbakhsh, Ghoddos e Ghayedi; Taremi. Técnico: Amir Ghalenoei.
NOVA ZELÂNDIA – Crocombe; Payne, Surman, Boxall e Cacace; Stamenic, Bell, Garbett, Singh e Just; Wood. Técnico: Darren Bazeley.
ÁRBITRO – Cesar Arturo Ramos Palazuelos (MEX).
HORÁRIO – 22 horas.
LOCAL – SoFi Stadium, em Los Angeles.
ONDE ASSISTIR: CazéTV.



