O candidato de direita Abelardo de la Espriella venceu as eleições presidenciais na Colômbia, segundo a apuração preliminar divulgada pelo Registrador Nacional. Com 99,99% das urnas apuradas, Espriella obteve 12.959.542 votos (49,6%), contra 12.708.712 de Iván Cepeda (48,7%), uma diferença de aproximadamente 250 mil votos. O órgão eleitoral colombiano informou que a contagem final divergiu em apenas 0,003% das cédulas em relação à apuração inicial, indicando não haver discrepância significativa.
Escrutínio e impugnação
O escrutínio oficial, conduzido pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), começou nesta terça-feira (23) e deve ser concluído até quinta-feira (25). Durante essa etapa, representantes dos partidos e do Ministério Público verificam inconsistências e pedidos de recontagem. Iván Cepeda, candidato de esquerda, anunciou que seu partido solicitará a impugnação de 33 mil mesas eleitorais, cada uma com até 300 votos, devido a supostos erros encontrados por observadores. "Nossos advogados e advogadas estão procedendo para impugnar 33 mil mesas em todo o país", declarou Cepeda.
Reações e contexto
Espriella celebrou a vitória vestindo a camisa da seleção colombiana e defendeu acordos militares com os Estados Unidos para combater o crime organizado. "Hoje, a Colômbia venceu o seu jogo mais importante", afirmou. O presidente Gustavo Petro pediu calma: "Não se pode proclamar nenhum presidente. É o escrutínio que determina quem é o presidente". A vitória de Espriella representa uma guinada à direita após o governo de Petro, primeiro presidente de esquerda do país.
Perfil de Espriella
Advogado e empresário sem experiência política, Espriella, conhecido como "El Tigre", fez campanha com discurso antissistema e propostas linha-dura na segurança, inspiradas em Nayib Bukele. Promete ofensiva militar contra grupos armados, construção de megapresídios e redução do Estado em 40%. Também defende a saída da Colômbia de organismos internacionais como a ONU e a OEA. O presidente argentino Javier Milei comemorou: "O leão e o tigre rugem na América Latina". Espriella se junta a outros líderes de direita na região, como Jorge Kast (Chile) e Rodrigo Paz (Bolívia).



