Estreito de Ormuz só reabrirá com cessar-fogo no Líbano, diz Irã
Estreito de Ormuz só reabrirá com cessar-fogo no Líbano

O Irã afirmou que o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, não será reaberto enquanto não houver um cessar-fogo no Líbano. A declaração foi feita por uma agência de notícias iraniana, ligada ao governo de Teerã, e eleva a tensão na região, já marcada por conflitos entre Israel e o Hezbollah.

Condição para reabertura

De acordo com a agência, a reabertura do estreito está diretamente vinculada ao fim das hostilidades no Líbano. O Estreito de Ormuz, localizado entre o Irã e Omã, é responsável por cerca de 20% do tráfego global de petróleo, o que torna qualquer interrupção um risco para a economia mundial. A agência não especificou se a medida é uma resposta direta a ataques recentes ou parte de uma estratégia mais ampla.

A declaração ocorre em meio a intensos bombardeios israelenses no sul do Líbano e ataques do Hezbollah contra o norte de Israel. O Irã, principal apoiador do Hezbollah, tem sido acusado de usar o estreito como ferramenta de pressão política.

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Impacto global

A ameaça de fechamento do Estreito de Ormuz já provocou reações nos mercados internacionais. O preço do barril de petróleo subiu mais de 3% nas últimas horas, com analistas alertando para possíveis picos caso a via seja efetivamente bloqueada. Países como Estados Unidos e Arábia Saudita monitoram a situação de perto, enquanto a Marinha dos EUA mantém navios na região para garantir a liberdade de navegação.

Especialistas apontam que a condição iraniana pode ser uma tentativa de forçar negociações mais amplas no Oriente Médio. "O Irã quer mostrar que tem poder de fogo não apenas militar, mas também econômico. Fechar Ormuz é um trunfo que eles usam com moderação, mas sempre com grande impacto", afirmou um analista de segurança internacional ouvido pela agência Reuters.

Contexto regional

A crise no Líbano se intensificou nas últimas semanas, com confrontos entre Israel e o Hezbollah deixando centenas de mortos. O Irã, que financia e arma o grupo libanês, tem sido pressionado internacionalmente a conter seus aliados. No entanto, a agência iraniana deixou claro que não haverá recuo enquanto os ataques israelenses continuarem.

O Estreito de Ormuz já foi palco de tensões anteriores, como em 2019, quando o Irã apreendeu petroleiros britânicos em retaliação à captura de um navio iraniano por Gibraltar. Na ocasião, a comunidade internacional condenou a ação, mas o estreito permaneceu aberto.

Próximos passos

Diplomatas da ONU tentam mediar um cessar-fogo no Líbano, mas até o momento não há acordo. O Irã, por sua vez, mantém a posição de que a reabertura de Ormuz depende de uma trégua. Enquanto isso, seguradoras marítimas já elevaram os prêmios para navios que transitam pelo golfo Pérsico, e algumas empresas de logística estudam rotas alternativas, o que pode encarecer o transporte de petróleo e gás.

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