O Ministério do Meio Ambiente atualizou a lista oficial de espécies ameaçadas de extinção no Brasil, elevando o número total para 790 animais. Desse total, 168 espécies estão classificadas como criticamente em perigo, e 25 são consideradas possivelmente extintas na natureza.
Arara-azul-grande retorna à lista
Entre as espécies que passaram a integrar a lista está a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), que havia sido removida em versões anteriores. A ave, símbolo do Pantanal, voltou a ser classificada como ameaçada devido a pressões como perda de habitat e tráfico de animais. Outras espécies incluídas são o bugio-preto (Alouatta caraya) e o tamanduaí (Cyclopes didactylus), ambos com populações em declínio.
Criticamente em perigo e possivelmente extintas
Das 168 espécies em situação crítica, 25 são consideradas possivelmente extintas, ou seja, não são avistadas na natureza há anos, mas ainda não há confirmação científica definitiva. A atualização reflete mudanças no estado de conservação e avanços no conhecimento científico sobre a fauna brasileira.
Importância da lista para conservação
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a lista serve como base para ações prioritárias de proteção, como a criação de planos de conservação e a destinação de recursos. “A atualização é fundamental para direcionar esforços e políticas públicas para as espécies mais ameaçadas”, destacou a pasta em nota.
A lista anterior, de 2014, continha cerca de 600 espécies. O aumento para 790 reflete tanto a piora na situação de alguns animais quanto a inclusão de espécies antes não avaliadas. O governo reforça a necessidade de combate ao desmatamento, à caça ilegal e às mudanças climáticas para reverter o quadro.



