Rubio responde Flávio Bolsonaro e mantém posição dos EUA sobre tarifaço
Rubio responde Flávio Bolsonaro e mantém posição dos EUA sobre tarifaço

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, respondeu oficialmente à carta enviada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e reafirmou a posição do governo americano sobre o tarifaço imposto às importações brasileiras. Na correspondência, Rubio agradeceu o apoio do senador à classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, mas esclareceu que a investigação sobre o sistema de pagamentos instantâneos Pix não é de sua competência. O secretário sugeriu que os brasileiros interessados no tema participem de audiência pública promovida pelo governo dos EUA.

Contexto da carta e resposta

Flávio Bolsonaro havia enviado uma carta a Rubio em abril, manifestando preocupação com as tarifas comerciais impostas pelos EUA e solicitando esclarecimentos sobre a possível inclusão do Brasil em uma lista de países com práticas cambiais desleais. O senador também questionou investigações sobre o Pix, sistema de pagamentos brasileiro, que estariam sendo conduzidas por agências americanas.

Na resposta, divulgada nesta quarta-feira (14), Rubio reiterou que as tarifas são uma medida de proteção à indústria americana e que os EUA não recuarão sem concessões equivalentes do Brasil. O secretário destacou que o governo Trump está aberto a negociações, mas condicionou qualquer revisão das tarifas a avanços em áreas como propriedade intelectual e acesso a mercado.

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Facções criminosas e terrorismo

Rubio agradeceu o apoio de Flávio Bolsonaro à decisão do governo americano de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A medida, anunciada em fevereiro, permite aos EUA bloquear ativos e impor sanções financeiras aos grupos. "Valorizamos o reconhecimento do senador sobre a ameaça que essas organizações representam para a segurança regional", escreveu Rubio.

Investigação sobre o Pix

Em relação ao Pix, Rubio afirmou que o Departamento de Estado não tem jurisdição sobre investigações de agências reguladoras independentes. Ele sugeriu que cidadãos e empresas brasileiras afetadas por eventuais medidas participem de audiência pública marcada para 20 de junho, promovida pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC).

A resposta de Rubio ocorre em meio a tensões comerciais entre Brasil e EUA, que se intensificaram após a imposição de tarifas de 25% sobre o aço brasileiro e ameaças de sanções adicionais. O governo Lula criticou a postura americana e prometeu retaliar caso as tarifas não sejam revistas.

Reações no Brasil

Flávio Bolsonaro classificou a resposta como "diplomática, mas firme" e disse que continuará defendendo os interesses do Brasil no Congresso. Já o Ministério das Relações Exteriores informou que analisa o teor da carta e buscará diálogo com as autoridades americanas. Especialistas apontam que a resposta de Rubio indica pouca disposição dos EUA em ceder nas tarifas, o que pode levar a uma escalada na disputa comercial entre os dois países.

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