Crise no flag football: vítimas de misoginia não foram acolhidas pela CBFA
Crise no flag football: vítimas de misoginia não acolhidas

A seleção brasileira de flag football enfrenta uma crise sem precedentes após o afastamento de cinco atletas por suposta troca de mensagens com conteúdo misógino. As vítimas, jogadoras e membros da Confederação Brasileira de Futebol Americano (CBFA), afirmam não ter recebido acolhimento psicológico ou institucional por parte da entidade. A CBFA mantém silêncio sobre o caso, que ocorre às vésperas do Mundial e da estreia do esporte nas Olimpíadas de 2028.

Mensagens revelam teor violento

De acordo com investigação interna, os atletas teriam compartilhado frases como “Temos que mandar matar ainda em 2026”, referindo-se a uma lista de mulheres. O conteúdo, classificado como misógino, levou ao afastamento imediato dos cinco jogadores. A CBFA não divulgou os nomes dos envolvidos nem detalhou as medidas disciplinares.

Vítimas denunciam falta de apoio

Em relatos obtidos pela reportagem, as vítimas afirmam que não receberam suporte psicológico nem foram ouvidas formalmente pela confederação. “Fomos expostas a um ambiente hostil e, depois, ignoradas”, declarou uma das jogadoras, que preferiu não se identificar. “A CBFA deveria ter nos protegido, mas optou pelo silêncio.”

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Contexto e repercussão

Flag football, modalidade com menos contato físico que o futebol americano, estreará nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. O escândalo ocorre em um momento crucial para o desenvolvimento do esporte no Brasil, que se prepara para o Mundial deste ano. Especialistas apontam que a falta de transparência da CBFA pode comprometer a credibilidade da entidade e o crescimento da modalidade no país.

Silêncio da CBFA

Procurada, a CBFA não se manifestou oficialmente. Internamente, há relatos de divergências sobre como conduzir o caso. Enquanto isso, atletas e ex-integrantes da seleção cobram uma posição pública e a implementação de políticas de combate à misoginia no esporte. O caso reacende o debate sobre a necessidade de canais de denúncia e acolhimento em confederações esportivas brasileiras.

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