Isabelle Nogueira, cunhã-poranga do Boi Garantido, surgiu da alegoria "Templo do Sol" como a Deusa Sol na terceira e última noite do 59º Festival de Parintins, neste domingo (28). A apresentação encerra a participação do boi vermelho no festival, que aposta em narrativas ligadas à ancestralidade, fé e tradições dos povos amazônicos.
O item 9 do Festival de Parintins
A cunhã-poranga é o item 9 do festival e um dos 21 quesitos avaliados pelos jurados. Os critérios incluem desenvoltura, expressão corporal, indumentária e adequação ao tema do boi. A apresentação de Isabelle integra o espetáculo que encerra a participação do Garantido no evento.
A lenda do Templo do Sol
A alegoria é baseada na lenda amazônica "Templo do Sol", inspirada na tradição Konduri. A narrativa conta a história de Kwaracy, o Sol em forma humana, cujo brilho intenso teria afastado os homens da convivência com a luz. Segundo a lenda, um templo foi construído por orientação de Yacy, a Lua, para trazer o Sol de volta à Terra.
A estrutura apresentada na arena faz referência a esse santuário e aos elementos da cultura Konduri. Isabelle surgiu da alegoria cercada por figuras inspiradas em urnas cerâmicas e símbolos indígenas. Em seguida, iniciou sua evolução como cunhã-poranga ao som da toada oficial do item.
Rainha do Sol e conexão com a natureza
Durante a apresentação, Isabelle representou a Rainha do Sol, personagem associada à sabedoria, força e conexão entre os seres humanos e a natureza. A alegoria também homenageia a própria cunhã-poranga, segundo informações do g1.



