O mercado brasileiro de motocicletas manteve o ritmo acelerado de crescimento na primeira metade de 2026. De janeiro a junho, foram emplacadas 1.174.459 motos, contra 1.029.291 no mesmo período do ano passado, um avanço de 14,1%, segundo dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) na última quinta-feira (2).
Segmento supera automóveis e mantém otimismo
Embora o porcentual seja ligeiramente inferior ao registrado nos primeiros cinco meses do ano, o resultado confirma que as motocicletas continuam sendo o principal motor de crescimento do setor automotivo brasileiro. O segmento avança em ritmo bem superior ao dos automóveis e comerciais leves, impulsionado principalmente pela demanda por mobilidade de baixo custo e pelo uso profissional em entregas e transporte individual.
O desempenho também reforçou o otimismo da Fenabrave para o restante do ano. A entidade manteve sua projeção de 2.416.980 motocicletas emplacadas em 2026, o que representaria crescimento de 10% sobre 2025. E muito disso se deve à demanda por motocicletas novas, puxada pelo serviço de delivery.
“Mesmo quando há acomodação no resultado final, os fundamentos do segmento permanecem sólidos. A motocicleta está ligada à mobilidade real da população e à dinâmica de renda de milhões de trabalhadores”, afirmou Arcélio Jr, presidente da Fenabrave.
Honda domina ranking; CG 160 é a mais vendida do País
A liderança do mercado continua amplamente concentrada na Honda, que domina o ranking nacional. A CG 160 segue muito distante das concorrentes e permanece como o veículo mais vendido do País, independentemente da categoria. O modelo vende, sozinho, mais do que diversas marcas inteiras conseguem emplacar no período.
Logo atrás aparecem outras motos da fabricante japonesa, como Biz, Pop 110i e NXR 160 Bros, reforçando o domínio da Honda entre os modelos de entrada, justamente aqueles mais procurados por trabalhadores de aplicativos, entregadores e consumidores que buscam economia.
Outro destaque do semestre é a consolidação da Mottu Sport 110i, que permanece entre as cinco motocicletas mais vendidas do Brasil graças ao forte crescimento da locadora voltada ao mercado de entregas. Já a Yamaha continua sendo a principal concorrente da Honda, com modelos como YBR 150 Factor e Fazer 250 figurando entre os dez primeiros colocados.
Ranking das motos mais vendidas no 1º semestre de 2026
- Honda CG 160: 260.248 unidades
- Honda Biz: 136.782 unidades
- Honda Pop 110i: 121.556 unidades
- Honda NXR 160 Bros: 98.744 unidades
- Mottu Sport 110i: 55.590 unidades
- Yamaha YBR 150 Factor: 38.961 unidades
- Honda CB 300F Twister: 33.917 unidades
- Honda XRE 190: 27.381 unidades
- Honda PCX 160: 27.267 unidades
- Yamaha Fazer 250: 21.506 unidades
Junho mantém mercado aquecido, com leve acomodação
Considerando apenas junho, o mercado apresentou uma pequena acomodação em relação ao mês anterior. Foram 194.200 motocicletas emplacadas, número 1,79% inferior ao de maio, quando haviam sido registradas 197.737 unidades. Ainda assim, o resultado representa crescimento de 8,28% na comparação com junho de 2025, quando foram comercializadas 179.355 motos.
A desaceleração na comparação mensal não preocupa o setor. Historicamente, oscilações entre meses são comuns, enquanto a comparação anual mostra que a demanda segue consistente. Além disso, o acumulado superior a 1,17 milhão de unidades confirma que 2026 continua em trajetória para encerrar como um dos melhores anos da história do mercado brasileiro de motocicletas, com alta de 14,1%.
Motos mais vendidas em junho de 2026
- Honda CG 160: 46.148 unidades
- Honda Biz: 22.218 unidades
- Honda Pop 110i: 17.170 unidades
- Honda NXR 160 Bros: 17.763 unidades
- Mottu Sport 110i: 11.045 unidades
- Yamaha YBR 150 Factor: 5.758 unidades
- Honda CB 300F Twister: 5.136 unidades
- Honda XRE 190: 4.302 unidades
- Yamaha Fazer 250: 4.302 unidades
- Honda PCX 160: 4.152 unidades



