Mercado hoje: IGP-DI, tarifaço, Otan e mais movimentam a terça
IGP-DI, tarifaço e Otan movimentam mercado nesta terça

A sessão desta terça-feira (7) segue com uma agenda de indicadores esvaziada. No Brasil, o destaque doméstico é o lançamento do IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna), divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Para o Bradesco, o indicador trará uma deflação relevante de -0,77%, provocada pela queda do petróleo, mas com alívio também no núcleo do IPA industrial. O mercado aguarda o dado às 8h.

Tarifaço e Otan dominam o cenário político

Do lado político, o senador Flávio Bolsonaro (PL), também pré-candidato à Presidência, está inscrito e deve discursar durante as audiências sobre o tarifaço, que acontecem nos Estados Unidos. O governo brasileiro não se inscreveu para falar no evento. A pauta comercial entre Brasil e EUA segue no centro das atenções.

Nesta terça, ocorre também o encontro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A cúpula será realizada em Ancara, capital da Turquia. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, chamou o encontro de “provavelmente o mais importante da história da organização”. A declaração destaca a relevância do momento para a aliança militar.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Ibovespa fecha em queda na véspera

O Ibovespa fechou em queda nesta segunda-feira, mais do que devolvendo os ganhos da última semana, em sessão descolada de Wall Street e com agenda econômica esvaziada. O índice de referência do mercado acionário brasileiro caiu 0,93%, a 172.447,58 pontos.

Agenda de Lula nesta terça

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia a agenda desta terça-feira às 9h, no Palácio da Alvorada, com o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro. Às 10h, reúne-se com o chefe do Gabinete Pessoal da Presidência, Marco Aurélio Marcola, e com o chefe do Gabinete Adjunto de Agenda, Oswaldo Malatesta, também no Alvorada. À tarde, às 15h, no Palácio do Planalto, recebe o secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick. A agenda oficial se encerra às 16h com reunião com a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior.

Indicadores econômicos do dia

Além do IGP-DI (previsão: -0,6%), nos Estados Unidos saem a Balança Comercial de maio (previsão: -US$ 78,0 bilhões) às 9h30 e os Estoques de Petróleo (API) semanais às 17h30.

Argentina apresenta programa financeiro para 2027

O programa financeiro da Argentina para 2027 é “menos desafiador” do que o de 2026, graças ao superávit financeiro e à acumulação de reservas promovida pelo banco central, afirmaram nesta segunda-feira autoridades do Ministério da Economia. O secretário de Finanças, Federico Furiase, explicou que o país tem em 2026 necessidades financeiras de US$ 19,2 bilhões, enquanto as fontes de financiamento totalizam US$ 22,9 bilhões, resultando em um superávit de US$ 3,7 bilhões.

Petróleo em níveis pré-guerra

Os preços do petróleo fecharam nesta segunda-feira em níveis próximos aos registrados antes da guerra no Irã, à medida que a Arábia Saudita reduziu drasticamente seus preços oficiais de venda, a Opep+ aprovou mais um aumento na meta de produção a partir de agosto e as exportações pelo Estreito de Ormuz se recuperaram ainda mais. Os futuros do petróleo Brent, que atingiram uma máxima de quatro anos acima de US$ 126 no final de abril, fecharam a US$ 71,99 o barril, com queda de 0,2%. Os futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos fecharam a US$ 68,55 o barril, com queda de 0,2%.

Governo nega notificação sobre PCC e CV

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não foi notificado oficialmente pelos Estados Unidos sobre a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas. A declaração foi feita pelo Itamaraty em resposta a um requerimento de informações apresentado pelo deputado federal Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES).

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar

Cota de carne bovina para China quase esgotada

O Brasil já preencheu 98,5% da cota de exportação de carne bovina à China até junho, o que levou frigoríficos a reduzirem os abates devido à diminuição dos volumes a serem exportados, sobretudo no terceiro trimestre, afirmou a StoneX, em análise divulgada nesta segunda-feira. A China, maior importador da carne bovina brasileira, implementou uma cota de 1,1 milhão de toneladas livre da tarifa mais alta de 55% para o produto do Brasil este ano, para proteger sua produção interna.

(Com Agência Brasil, Reuters, O Globo e Estadão Conteúdo)