As bolsas de Nova York operam em queda nesta terça-feira (7), mesmo após a Samsung divulgar lucro recorde no segundo trimestre. O mercado ignora o resultado positivo da gigante sul-coreana e se concentra em preocupações macroeconômicas, como a perspectiva de juros elevados nos Estados Unidos e sinais de desaceleração da economia global.
O que pesa sobre Wall Street
O índice Dow Jones recuava 0,4%, o S&P 500 caía 0,5% e o Nasdaq registrava baixa de 0,7% no início da sessão. A Samsung reportou lucro operacional de 10,4 trilhões de won (cerca de US$ 7,8 bilhões) no trimestre encerrado em junho, impulsionado pela demanda por chips de memória usados em inteligência artificial. Apesar disso, o bom desempenho da empresa não foi capaz de animar os investidores americanos.
“O mercado está de olho nos próximos passos do Federal Reserve e nos dados de emprego que serão divulgados nesta semana”, afirma analista da corretora XP. “Qualquer sinal de que os juros vão permanecer altos por mais tempo pode derrubar ainda mais as ações.”
Impacto no Brasil
O Ibovespa também opera fraco, acompanhando o exterior. A queda do minério de ferro na China e a agenda econômica vazia no Brasil contribuem para o mau humor, ainda que o petróleo tenha subido ligeiramente. O índice brasileiro oscilava perto da estabilidade, com investidores cautelosos antes de decisões de política monetária nos EUA.
No mercado de câmbio, o dólar comercial subia 0,3%, cotado a R$ 5,45, refletindo a aversão ao risco global. As taxas dos contratos futuros de juros também avançavam, com o DI para janeiro de 2027 projetando Selic em 14% ao ano, conforme relatório da XP que reduziu a projeção do Brent e viu IPCA mais baixo.
Outros destaques do dia
Entre as notícias que movimentam o mercado, a De Beers reduziu os preços dos diamantes, sinalizando o fim de sua estratégia de segurar o mercado. As ações da Rivian despencaram após a montadora anunciar uma oferta de US$ 1,5 bilhão. Já o Banco Mundial prevê que o crescimento da China vai desacelerar a 4,4% em 2026.
No Brasil, o governo estuda uma fórmula automática para ajustar o juro do consignado do INSS, segundo o jornal Valor Econômico. A medida pode impactar as taxas de crédito e o mercado de renda fixa.



