As ações da Marfrig (MBRF3) seguem sob pressão e acumulam três sessões consecutivas de queda, aprofundando a correção iniciada com a perda de força compradora nos últimos meses. No gráfico diário, o papel negocia entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, configurando um cenário de curto prazo negativo. O IFR (14) marca 47,41 pontos, em região neutra, indicando que ainda há espaço para continuidade do movimento sem sinais de sobrevenda.
Cenário técnico diário
Na última sessão, MBRF3 encerrou com queda de 2,21%, cotada a R$ 16,39. O ativo permanece abaixo de importantes referências técnicas, e o viés segue negativo na leitura do analista Rodrigo Paz. Caso a ação perca a faixa de suporte entre R$ 14,98 e R$ 14,59, a pressão vendedora poderá ganhar intensidade, levando o papel aos próximos suportes em R$ 12,84, R$ 11,97 e R$ 11,50.
Para retomar o fluxo comprador, será necessário recuperar as médias móveis de 9 e 21 períodos e superar a média de 200 períodos, localizada em R$ 18,57. Acima dessa região, o ativo poderá buscar R$ 20,12, R$ 22,81, R$ 25,60 e novamente a máxima histórica em R$ 26,83.
Análise semanal e suporte relevante
No gráfico semanal, MBRF3 acumula queda de 17,97% em 2026 e segue inserida em um amplo movimento lateral. O IFR (14) está em 44,30 pontos, também em região neutra, mostrando equilíbrio entre compradores e vendedores. A região de R$ 14,59 é o principal ponto de atenção. Caso esse suporte seja perdido, o ativo poderá intensificar o movimento corretivo em direção à média móvel de 200 períodos, em R$ 11,84. Abaixo desse nível, os próximos suportes ficam em R$ 9,65, R$ 8,03 e R$ 6,45.
Por outro lado, se os compradores voltarem a defender essa faixa, a ação poderá iniciar uma recuperação dentro da lateralização observada nos últimos meses. Para isso, será importante recuperar as médias móveis de 9 e 21 períodos e romper a resistência em R$ 18,40. Acima desse patamar, MBRF3 poderá buscar R$ 23,27, retestar a máxima histórica em R$ 26,83 e, posteriormente, avançar em direção aos objetivos projetados em R$ 28,75, R$ 33,50, R$ 37,00 e R$ 43,00.
Segundo o analista técnico Rodrigo Paz, “o cenário ainda exige cautela. Os principais indicadores permanecem em patamar neutro, indicando que o ativo ainda não apresentou sinais consistentes de retomada da tendência de alta, mas também não confirmou uma aceleração da pressão vendedora”. Dessa forma, tanto uma reação dos compradores quanto a continuidade da correção seguem no radar.



