A Global X, gestora que administra US$ 125 bilhões em ativos globalmente, anunciou nesta terça-feira (7) o lançamento de dois novos BDRs de ETFs na B3: o EART39 (Global X Rare Earth & Critical Materials ETF) e o CHPX39 (Global X AI Semiconductor & Quantum ETF). Os BDRs de ETFs, também conhecidos como ETFs globais, são recibos que representam cotas de ETFs negociados no exterior.
Os novos ativos estarão disponíveis para o investidor brasileiro a partir do dia 17 de julho. Segundo Flávio Vegas, especialista de produtos da Global X, tanto o EART39 quanto o CHPX39 ampliam o acesso do investidor a tendências que estão conectadas à transformação tecnológica global. “De um lado, materiais críticos que sustentam a transição energética e a digitalização da economia. De outro, as empresas responsáveis pela infraestrutura computacional necessária para o avanço da IA e da computação quântica”, afirma.
EART39: foco em materiais críticos
O EART39, que tem taxa de administração de 0,59%, replica o Solactive Rare Earth and Critical Materials Index, composto por empresas globais que atuam na exploração, mineração, produção e refino de materiais considerados essenciais para tecnologias em desenvolvimento. O índice contempla dez categorias de minerais críticos, incluindo terras raras, lítio, cobre, níquel, cobalto, manganês, grafite, grafeno, paládio, platina e materiais à base de carbono.
A metodologia prioriza companhias classificadas como pure play, que obtêm ao menos 50% de receita de atividades relacionadas a esses materiais, além de empresas em estágio pré-receita e companhias diversificadas com exposição relevante ao setor. O rebalanceamento ocorre semestralmente, em abril e outubro.
CHPX39: exposição a IA e semicondutores
Já o CHPX39, com taxa de administração de 0,5%, replica o Global X AI Semiconductor & Quantum Index, formado por empresas que participam do ecossistema global de inteligência artificial (IA). O portfólio contempla quatro frentes principais: semicondutores para IA, sistemas computacionais avançados, infraestrutura para data centers e computação quântica.
A metodologia seleciona empresas com pelo menos 50% da receita proveniente desses segmentos. O índice adota o rebalanceamento semestral, realizado nos meses de maio e novembro, e busca refletir a expansão da infraestrutura necessária para sustentar a próxima geração de aplicações de IA.
Produtos temáticos e complementares
A gestora reforça que os dois produtos foram desenvolvidos para investidores que buscam exposição a tendências de longo prazo, com diversificação geográfica e acesso a segmentos especializados do mercado global. Justamente por serem produtos temáticos, tendem a apresentar maior volatilidade em relação a BDRs de ETFs diversificados, que seguem índices amplos, como Nasdaq ou Dow Jones. Como mostramos nesta matéria, os ativos atrelados a tendências específicas ocupam um papel complementar na carteira do investidor, funcionando como uma “pimenta” capaz de potencializar retornos, mas não como a base dos investimentos.
Além dos estreantes EART39 e CHPX39, a Global X oferece no Brasil outros BDRs de ETFs temáticos. Entre eles estão estratégias voltadas a veículos elétricos e autônomos (BDRI39), robótica e inteligência artificial (BOTZ39), cibersegurança (BBUG39) e até investimentos alinhados a princípios católicos (BCAT39). Nesse último caso, o índice atrelado ao BDR exclui empresas envolvidas em atividades como fabricação de armas e trabalho infantil, por exemplo.



