O governo brasileiro começará a retirar o subsídio federal à gasolina de forma gradual a partir da próxima semana, conforme anunciou o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A decisão acompanha a recente redução dos preços internacionais do petróleo, impulsionada por avanços nas negociações de paz no Oriente Médio.
Detalhes do subsídio atual
Atualmente, o subsídio federal é de R$ 0,44 por litro para a gasolina e de R$ 1,12 por litro para o diesel. A medida foi introduzida em maio deste ano para conter os aumentos nos preços internacionais dos combustíveis. Segundo Durigan, o plano é eliminar gradualmente essas subvenções, aproveitando o cenário mais favorável no mercado global.
Impacto nos preços e no consumidor
A retirada do subsídio deve impactar diretamente o preço final da gasolina nas bombas. Especialistas estimam que, sem o subsídio, o litro da gasolina pode subir até R$ 0,44, dependendo da velocidade da retirada e de outros fatores como impostos e margens de distribuição. O governo, no entanto, afirma que a medida é necessária para equilibrar as contas públicas e reduzir o déficit fiscal.
Contexto internacional
A decisão do governo brasileiro ocorre em meio a um cenário de queda nos preços do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo Brent, referência global, recuou mais de 10% nas últimas semanas, influenciado por expectativas de um cessar-fogo no Oriente Médio. Isso reduziu a pressão sobre os custos de importação de combustíveis, permitindo ao governo rever os subsídios.
“Estamos monitorando diariamente os preços internacionais e a situação geopolítica. A redução do petróleo nos dá margem para começar a retirar o subsídio sem causar um choque muito grande ao consumidor”, afirmou Durigan em coletiva de imprensa.
Próximos passos
O ministro não detalhou o cronograma exato da retirada, mas garantiu que será feita de forma gradual para evitar impactos abruptos na inflação e no bolso dos brasileiros. O governo também avalia a possibilidade de manter o subsídio ao diesel por mais tempo, já que o valor por litro é maior e o combustível tem peso significativo no transporte de cargas e no agronegócio.
A medida deve ser oficializada por meio de decreto presidencial nos próximos dias.



