A Broadcom anunciou nesta segunda-feira que concordou em ampliar sua parceria com a Apple até 2031 para desenvolver e fornecer chips personalizados, aliviando as preocupações quanto à dependência da produtora do iPhone em relação à fabricante de chips.
Detalhes do acordo
A fabricante de chips, cujas ações subiam quase 4% nas negociações de pré-abertura, vem fornecendo componentes essenciais à Apple há muito tempo, incluindo chips de radiofrequência usados nos iPhones para conexão com redes de celular, chips de conectividade Wi-Fi e Bluetooth e outros semicondutores de rede.
A Apple é responsável por cerca de 20% da receita anual da Broadcom, segundo analistas, o que a torna uma das maiores clientes da fabricante de chips. Apesar de desenvolver seus próprios chips, incluindo o modem C1, a Apple depende da Broadcom para componentes sem fio e de radiofrequência.
Estratégia de longo prazo
A extensão da parceria reforça a estratégia da Apple de firmar acordos de fornecimento de longo prazo com os principais fabricantes de chips para fortalecer a resiliência de sua cadeia de oferta. Em 2023, as empresas anunciaram um acordo de vários bilhões de dólares para que a Broadcom desenvolvesse e fabricasse componentes de radiofrequência 5G.
Contexto do mercado
O boom da inferência — o processo pelo qual os modelos respondem às consultas dos usuários — tornou os chips personalizados essenciais, aumentando os pedidos por processadores avançados e intensificando a concorrência.
A reportagem é de Akash Sriram e Anhata Rooprai em Bengaluru.



