Novo tarifaço dos EUA pode afetar 4.187 produtos brasileiros, alerta CNI
EUA: tarifaço atinge 4.187 produtos do Brasil, diz CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou um alerta sobre o impacto das novas taxações anunciadas pelos Estados Unidos. Se entrarem em vigor, as tarifas de 25% e 12,5% atingirão 4.187 produtos exportados pelo Brasil, totalizando US$ 14,9 bilhões em vendas ao mercado americano.

Produtos e valores ameaçados

Atualmente, esses mesmos produtos estão sujeitos a uma tarifa temporária de 10%, que vigora até 24 de julho. A CNI destaca que o Brasil se destaca como principal fornecedor em 11 desses itens, o que torna o país especialmente vulnerável às novas sobretaxas. A lista inclui desde produtos siderúrgicos até alimentos processados e manufaturados.

Negociações em andamento

O clima para as negociações é de otimismo moderado. Representantes brasileiros participarão de uma audiência no Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) para tentar reverter ou reduzir as tarifas. A CNI acompanha de perto as discussões e recomenda que o governo brasileiro busque um acordo bilateral para evitar prejuízos à indústria nacional.

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Segundo a CNI, “a imposição dessas tarifas pode comprometer a competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano, afetando milhares de empregos e investimentos no país”. A entidade ressalta que a diversificação da pauta exportadora e a negociação de acordos comerciais são fundamentais para mitigar os riscos.

Impacto econômico

Os US$ 14,9 bilhões representam uma parcela significativa das exportações brasileiras para os EUA, que é um dos principais parceiros comerciais do Brasil. Caso as tarifas sejam aplicadas, setores como o de aço, alumínio, calçados e suco de laranja podem ser os mais afetados. A CNI estima que a medida pode reduzir o PIB industrial brasileiro em até 0,5% no curto prazo.

A audiência no USTR está marcada para as próximas semanas, e o governo brasileiro já sinalizou que apresentará argumentos técnicos e comerciais para demonstrar os impactos negativos das tarifas. A expectativa é de que haja uma flexibilização por parte dos EUA, mas não há garantias de sucesso.

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