As forças de segurança do Brasil estão se articulando para derrubar o veto presidencial que impede policiais e bombeiros de trabalharem nas áreas de educação e saúde. A mobilização envolve associações de classe, sindicatos e parlamentares aliados, que buscam reverter a decisão no Congresso Nacional.
O veto e seus impactos
O veto foi aplicado a um trecho do projeto de lei que permitia que profissionais de segurança pública, como policiais civis, militares e bombeiros, pudessem exercer atividades remuneradas em escolas e unidades de saúde. O argumento do governo foi o de que a medida poderia comprometer a dedicação exclusiva desses profissionais às suas funções principais. No entanto, as entidades representativas contestam, afirmando que a proibição fere o direito ao trabalho e à complementação de renda.
Mobilização das categorias
Diversas associações, como a Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (ADEPOL) e o Sindicato dos Policiais Civis do Rio de Janeiro (SINPOL-RJ), já iniciaram uma campanha para sensibilizar deputados e senadores. Eles argumentam que a atuação de policiais na educação e saúde não só é legal, como também benéfica para a sociedade, pois profissionais treinados podem contribuir para a segurança em ambientes escolares e hospitalares.
“Não estamos pedindo privilégios, mas sim o direito de trabalhar em áreas onde temos capacidade técnica. Um policial pode ser um excelente professor de educação física ou atuar na segurança de um hospital”, afirma o presidente do SINPOL-RJ.
Articulação política
Na Câmara dos Deputados, já há um movimento para incluir a derrubada do veto na pauta de votações. O deputado federal Sanderson (PL-RS), relator do projeto original, é um dos principais defensores da medida. “O veto é um equívoco. Precisamos valorizar nossos profissionais e permitir que eles usem sua expertise em outras áreas”, declarou.
No Senado, a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) também se posicionou a favor da derrubada. “A segurança pública não pode ser um obstáculo para que esses cidadãos busquem uma renda extra ou contribuam em outras frentes”, disse.
Próximos passos
A expectativa é que a votação ocorra nas próximas semanas, após o recesso parlamentar. As entidades estão otimistas, mas reconhecem que será necessário um esforço concentrado para garantir os votos necessários. “Vamos conversar com todos os partidos, mostrar a importância dessa pauta para a segurança e para a economia dos profissionais”, concluiu o representante da ADEPOL.



