A Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) da Polícia Civil de Alagoas prendeu, nesta quarta-feira, 3, o influenciador digital e pré-candidato a deputado federal Patrick de Almeida Silva, mais conhecido como 'PTK'. O suspeito é acusado de ter sido escalado por uma liderança do Comando Vermelho (CV) para concorrer ao cargo de vereador em Maceió nas eleições de 2024. Na época, a candidatura foi vetada pelo partido Solidariedade, ao qual ele era filiado.
A reportagem tenta contato com a defesa de 'PTK', que se apresenta nas redes sociais como 'cara das comunidades' e utiliza o lema 'respeita os motoboys' como slogan de pré-campanha. Atualmente, ele conta com 186 mil seguidores no Instagram e está filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB).
A polícia apreendeu com 'PTK' R$ 20 mil em espécie, dois iPhones, dois anéis de ouro e um pendrive. O material foi recolhido durante a Operação Morro do Alemão, que cumpriu 51 mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes do Comando Vermelho em Maceió, Marechal Deodoro (Alagoas) e no Rio de Janeiro.
Até a manhã desta quarta-feira, nove pessoas haviam sido presas, conforme informou a Secretaria de Segurança Pública de Alagoas.
Indicação do CV
De acordo com as investigações, 'PTK' teria sido indicado por José Emerson da Silva, conhecido como 'Nem Catenga', apontado como um dos traficantes mais procurados de Alagoas e identificado como liderança do Comando Vermelho no estado. O objetivo era que o influenciador representasse a facção na Câmara Municipal de Maceió.
As investigações foram conduzidas pela Dracco, em parceria com o Batalhão de Rotam e com apoio da Chefia Geral de Inteligência Integrada da SSP. Segundo a polícia, o trabalho investigativo apontou que a cúpula do Comando Vermelho em Alagoas buscava expandir sua influência no estado. Os mandados foram expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital, com base em provas técnicas reunidas ao longo da investigação.
Apoio do Rio de Janeiro
A operação contou ainda com o apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro, por meio da SSINTE/Sepol, no âmbito do Projeto Captura, uma força-tarefa do Ministério da Justiça voltada ao apoio na prisão de criminosos foragidos no Rio de Janeiro.



