A Polícia Civil do Espírito Santo, por meio do Departamento Especializado em Narcóticos (Denarc), apreendeu aproximadamente seis quilos de cocaína conhecida como 'escama de peixe', uma variedade de alta pureza considerada rara no estado. A operação, realizada nos municípios de Vila Velha e Guarapari, resultou na prisão em flagrante de dois homens e na apreensão de armas, R$ 4 mil em dinheiro, um caderno com anotações do tráfico e dois veículos, incluindo um carro de luxo.
Droga de alta pureza e perigo elevado
A delegada Fernanda Prado, chefe-adjunta do Denarc, explicou que a 'escama de peixe' recebe esse nome devido à sua aparência translúcida, semelhante a escamas de peixe. Ela destacou que a pureza da substância é muito superior à da cocaína comumente encontrada. 'E ela normalmente é utilizada para realizar misturas em outros entorpecentes e, assim, suavizar os efeitos dessa droga. Mas uma vez utilizada de maneira pura, ela é altamente nociva e pode levar à overdose', alertou a delegada. A polícia estima que o material apreendido, incluindo drogas e veículos, tenha valor aproximado de R$ 500 mil.
Esquema de tráfico e prisões
De acordo com as investigações, o grupo criminoso abastecia os bairros Praia da Costa, Itaparica e Itapuã, em Vila Velha. Um dos presos era responsável por armazenar a droga em uma residência no bairro Coqueiral de Itaparica, em Vila Velha, mediante pagamento. O outro preso fazia a distribuição do entorpecente e repassava o dinheiro das vendas ao gerente do tráfico. O chefe do esquema, que atuava a partir de Setiba, em Guarapari, foi conduzido à delegacia, mas ouvido e liberado por não haver flagrante. A delegada Fernanda Prado afirmou que 'ele guardava e o outro indivíduo era responsável por colher essa droga e fazer as vendas e distribuição nos bairros nobres de Vila Velha'. Ela também fez um alerta à população: pessoas que permitem o armazenamento de drogas em suas residências podem responder pelo crime de tráfico, mesmo sem participação direta na comercialização.
Investigações continuam
As autoridades seguem investigando para identificar outros envolvidos na organização criminosa, esclarecer a origem da droga e verificar possível ligação do grupo com alguma facção criminosa. A operação foi realizada na Região Metropolitana de Vitória.



