Novas imagens mostram reação após morte em rope jump em Limeira
Novas imagens mostram reação após morte em rope jump

Imagens gravadas por um novo ângulo flagraram o momento em que Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, foi lançada de uma altura de cerca de 40 metros da Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), sem estar presa à corda de segurança. A EPTV, afiliada da TV Globo, teve acesso nesta segunda-feira (22) a registros inéditos que também mostram a reação das pessoas no local.

Reação de desespero após o salto

Poucos segundos após a jovem ser arremessada da estrutura, a reação de quem acompanhava o salto muda drasticamente. Nas imagens, é possível ver algumas pessoas caminhando mais agitadas enquanto alguém diz: "Gente, a corda!". Ao mesmo tempo, o vídeo registra falas de outras pessoas, com som mais distante, que também mencionavam o equipamento de segurança. Outra voz aparece na gravação enquanto as imagens mostram pessoas caminhando com mais agitação pela ponte, e um homem diz: "Não, não, para. Não, gente, para. Como assim, a corda arrebentou?".

Família lamenta sonhos interrompidos

A família de Maria Eduarda, conhecida como Duda, divulgou uma nota lamentando a perda. "Duda nutria muitos sonhos para o futuro. Estava em um relacionamento de namoro e planejava se casar em breve, com o desejo de construir a sua própria família e proporcionar a seus avós a alegria de conhecerem seus filhos. Todos esses projetos de vida foram ceifados", diz a nota.

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O rope jump e a diferença para o bungee jump

O rope jump é uma modalidade que usa cordas estáticas, sem elasticidade, e após a queda faz um movimento de balanço, como um pêndulo. No bungee jump, modalidade mais conhecida, a corda elástica faz a pessoa cair e quicar para cima e para baixo repetidas vezes.

Seis pessoas presas

Três homens foram presos em flagrante logo após a morte da jovem, no sábado (13). Eles são os instrutores que aparecem em um vídeo lançando Maria Eduarda da ponte: Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos; e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos. Os três tiveram a prisão convertida em preventiva e foram transferidos do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba (SP) para o CDP II de Guarulhos (SP) para terem a integridade física resguardada, segundo o advogado Rafael Gomes dos Santos, que representa dois dos instrutores. Na semana passada, a Justiça negou pedido de habeas corpus.

Já na manhã de sábado (20), a polícia prendeu mais três pessoas de forma temporária. Eles integravam a equipe responsável pela organização e execução da atividade: Evelyne dos Santos Gonçalves, de 29 anos, no Rio de Janeiro (RJ), responsável pela empresa informal que realizava os saltos; um homem de 25 anos, de Limeira; e um homem de 27 anos, de Indaiatuba (SP).

Supressão de provas

“No curso das apurações, foram reunidos elementos que indicam possível supressão de provas relevantes para a investigação, especialmente relacionadas ao desaparecimento do equipamento de captação de imagens utilizado pela vítima durante o salto”, explica a delegada Andréa Levy. Os três são suspeitos de apagar conteúdos digitais relevantes ao esclarecimento do caso e de desaparecer com a câmera que gravava o salto e que estava presa em Maria Eduarda, informou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) em nota. A câmera é considerada essencial pelos investigadores para a reconstrução do caso.

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