Uma jovem de 19 anos morreu no sábado (27) após o barco em que estava ser atingido por uma moto aquática na Praia de Araguanã, no Rio Araguaia, em Tocantins. A vítima, Ana Luísa Lemes Lopes, estudante de fisioterapia, teve a morte constatada ainda na margem do rio, mesmo após ter sido retirada da água e recebido os primeiros socorros de populares.
Acidente ocorreu à noite com alta velocidade e suspeita de embriaguez
De acordo com a Polícia Militar (PM) e a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o acidente aconteceu por volta das 20h. Ana Luísa estava em um barco do tipo voadeira com um grupo de amigas quando foi atingida pela moto aquática. Testemunhas relataram que o veículo aquático estava em alta velocidade. A perícia confirmou os relatos.
O condutor da moto aquática, Jairam Martins da Costa, de 47 anos, apresentava sinais de embriaguez, como forte odor etílico, olhos avermelhados e dificuldade para falar e caminhar, segundo a PM. Ele fugiu do local sem prestar socorro, mas foi localizado em um estacionamento próximo e preso em flagrante. Após ser levado ao hospital com uma lesão no rosto, foi encaminhado à Central de Flagrantes de Araguaína.
Condutor foi autuado por homicídio doloso e outras infrações
Jairam Martins da Costa foi autuado por homicídio doloso (quando há intenção de matar ou assume-se o risco) e por conduzir embarcação sem habilitação em águas públicas. A investigação preliminar da Polícia Civil aponta ao menos cinco irregularidades: pilotar sem habilitação (arrais-amador/motonauta), conduzir moto aquática à noite (prática proibida pela Marinha), navegar em alta velocidade, pilotar sob efeito de álcool e omissão de socorro.
A Marinha do Brasil também assumiu as medidas administrativas e de fiscalização para apurar as causas do acidente náutico. A defesa do suspeito não foi localizada para comentar o caso até a última atualização das reportagens.
Quem era a vítima
Ana Luísa Lemes Lopes tinha 19 anos, morava em Muricilândia e havia se mudado recentemente para Araguaína para cursar o primeiro semestre de fisioterapia. Ela trabalhava em uma farmácia de manipulação e era descrita por amigos e familiares como uma jovem alegre, dedicada e cheia de sonhos. No dia da tragédia, a estudante saiu do trabalho e foi para a praia com amigas. Segundo o irmão da vítima, ela avisou à família que voltaria para casa na mesma noite.
Repercussão e investigação
A morte de Ana Luísa causou comoção nas redes sociais e revolta entre os moradores de Muricilândia e Araguaína. A Prefeitura de Muricilândia e a universidade onde ela estudava emitiram notas de pesar. Familiares e amigos prestaram homenagens e cobraram a responsabilização do condutor.
O caso é investigado pela 23ª Delegacia de Polícia Civil de Araguanã como homicídio doloso. A perícia técnica e o Instituto Médico Legal (IML) realizaram exames necroscópicos no corpo da jovem antes da liberação para o velório.



