A lesão de Lucas Paquetá na partida contra o Japão, pela fase de grupos da Copa do Mundo 2026, coloca Carlo Ancelotti diante de um dilema tático para as oitavas de final. O meia deixou o campo consolado por Endrick e Neymar, e sua ausência obriga o técnico a repensar o meio-campo da seleção brasileira.
Paquetá pode voltar só nas quartas
De acordo com a comissão técnica, Paquetá sofreu uma lesão muscular e deve desfalcar o time nas oitavas. Sua recuperação é incerta, mas a expectativa é que ele possa retornar apenas nas quartas de final, caso o Brasil avance. Isso força Ancelotti a encontrar um substituto imediato para o setor de criação.
Endrick entra como substituto imediato
Contra o Japão, Endrick substituiu Paquetá e mostrou velocidade e profundidade. O jovem atacante, de 19 anos, pode ser mantido como titular, mas sua função seria diferente: atuar mais aberto ou como centroavante, liberando espaços para Neymar. No entanto, Endrick não tem a mesma capacidade de articulação de Paquetá.
Neymar: titularidade condicionada à forma física
Neymar, que se recuperou de lesão recente, pode ser uma opção para o meio-campo, mas sua condição física ainda é monitorada. Ancelotti afirmou em entrevista coletiva que "Neymar está evoluindo, mas precisamos ter cautela para não arriscar uma recaída". Se titular, Neymar atuaria como meia centralizado, função que já desempenhou no PSG.
Martinelli como alternativa versátil
Gabriel Martinelli surge como uma opção versátil. O jogador do Arsenal pode atuar pelas pontas ou como meia ofensivo, oferecendo intensidade e capacidade de marcação. Segundo fontes da CBF, Martinelli é o favorito para substituir Paquetá se Ancelotti optar por manter o esquema com três meias.
Esquema tático em jogo
Ancelotti pode manter o 4-3-3 com três meias ou adotar um 4-2-3-1 com quatro atacantes. No primeiro caso, Martinelli ou Neymar entrariam no meio; no segundo, Endrick se juntaria a Vinícius Júnior, Rodrygo e um dos meias. A decisão impacta diretamente o equilíbrio defensivo e a capacidade de criação.
"Temos alternativas, mas cada uma muda a dinâmica do time", disse Ancelotti. "Precisamos analisar o adversário e o momento de cada jogador." O Brasil enfrenta nas oitavas um adversário ainda indefinido, mas a comissão técnica já estuda os cenários.
Impacto no desempenho ofensivo
Com Paquetá, o Brasil tinha 65% de posse de bola e média de 15 finalizações por jogo. Sem ele, contra o Japão, esses números caíram para 58% e 11 finalizações. A substituição de Paquetá por Endrick trouxe mais velocidade, mas menos controle. Ancelotti terá que equilibrar esses fatores para manter a eficiência ofensiva.
Próximos passos
O treinador deve definir o time titular apenas no dia do jogo, após avaliar os treinos. A expectativa é que Neymar comece no banco, com Martinelli ou Endrick como titulares. A decisão será crucial para o confronto das oitavas de final, onde o Brasil busca o hexacampeonato.



