Garis paralisam atividades em seis cidades do RN por piso nacional
Garis paralisam em seis cidades do RN por piso nacional

Garis de seis cidades do Rio Grande do Norte paralisaram as atividades nesta segunda-feira (22) para cobrar a aprovação do Projeto de Lei 4146/2020, que estabelece o piso salarial nacional da categoria. A manifestação começou às 6h e, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio, Conservação, Higienização e Limpeza Urbana do RN (Sindlimp), a categoria vai atuar com 40% do efetivo, respeitando a Lei de Greve.

Cidades afetadas e orientações

A paralisação acontece em Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Extremoz, Ceará-Mirim e Mossoró. A recomendação do sindicato é para que a população não coloque o lixo para ser recolhido nesta segunda-feira. "Vai estar comprometido. Então a gente pede à população que não coloque o lixo para fora hoje. Mas amanhã [terça-feira] volta ao normal", afirmou Milklenilson Leite, presidente do Sindlimp.

As atividades devem retornar ao normal na terça-feira (23). A princípio, a categoria não pretende realizar greve, segundo Leite.

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Motivação da paralisação

Os garis buscam a aprovação do PL 4146/2020, conhecido como PL dos Garis e Margaridas, que atualmente aguarda apreciação no Senado. "A nossa PL já foi aprovada na Câmara dos Deputados e está no Senado esperando só ser pautada. Essa regulamentação da categoria é super importante porque há uma diferença gigantesca de piso de salário. Só aqui no RN são 4, 5 pisos. São seis tipos de vale. E isso acontece em todo o Brasil. E tendo em vista que o lixo é o mesmo, o trabalho é o mesmo. Então, o que que nós queremos? Regulamentar essa categoria", explicou Milklenilson Leite.

Detalhes do projeto de lei

O PL define o trabalho essencial de limpeza urbana como: coleta de resíduos domiciliares, resíduos sólidos de serviços de saúde e resíduos coletados nos serviços de limpeza; conservação de áreas públicas; varrição de calçadas, sarjetas e calçadões; acondicionamento do lixo e encaminhamento para aterros sanitários ou estabelecimentos de tratamento e reciclagem.

A carga horária semanal definida pelo PL é de 40 horas e o piso salarial é de 2 salários mínimos mensais, ajustado anualmente a partir do salário mínimo nacional. Também há previsão do pagamento de adicional de insalubridade em grau máximo, ou seja, 40% do salário sem acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participação nos lucros. A proposta prevê ainda aposentadoria especial à categoria.

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