A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu Victor Pereira Torres em flagrante por tráfico de drogas, após desmantelar um esquema de delivery de drogas sintéticas em Copacabana, na Zona Sul da cidade. A ação ocorreu na quinta-feira (20), quando agentes da 13ª DP (Copacabana) cumpriram mandado de busca e apreensão em um imóvel utilizado pelo suspeito.
Investigação iniciada por denúncia anônima
De acordo com a polícia, a investigação começou após uma denúncia anônima que apontava a atuação de um traficante que comercializava drogas sintéticas por meio de entregas rápidas, semelhantes a serviços de delivery. Os policiais monitoraram a atividade do suspeito por dias, até confirmarem o esquema.
No imóvel, os agentes apreenderam comprimidos de ecstasy (MDMA), ampolas de butanodiol, seringas e balanças de precisão. O butanodiol é uma substância química utilizada na produção de drogas sintéticas e também consumida de forma recreativa, mas seu uso é proibido no Brasil.
Material apreendido e estrutura do crime
As balanças de precisão indicam que o suspeito realizava a pesagem e a preparação das doses para venda. A polícia também encontrou embalagens prontas para entrega, o que reforça a tese de que o esquema funcionava como um serviço de delivery, com entregas rápidas para clientes na região de Copacabana e adjacências.
Segundo a polícia, Victor Pereira Torres já tinha passagens por tráfico de drogas e estava sendo monitorado há semanas. A operação faz parte de uma série de ações da Polícia Civil para combater o tráfico de drogas sintéticas na Zona Sul do Rio, área turística e de grande circulação.
Impacto na segurança pública
A apreensão de drogas sintéticas como ecstasy e butanodiol preocupa as autoridades, pois essas substâncias são frequentemente associadas a festas e eventos noturnos, aumentando o risco de overdoses e outros problemas de saúde pública. A polícia estima que o material apreendido abasteceria dezenas de usuários por semana.
O suspeito foi encaminhado ao sistema prisional e responderá pelo crime de tráfico de drogas, podendo pegar de 5 a 15 anos de reclusão, além de multa. A investigação continua para identificar outros envolvidos no esquema.



